fundicao

A Osso – Associação Cultural é constituída por um colectivo de artistas de diferentes áreas: Música, Dança, Artes Plásticas, Literatura, Performance e Cinema. A associação foi criada com o objectivo de desenvolver uma actividade continua, quer prática quer teórica, sob uma noção de partilha artística interdisciplinar dentro de contextos regionais, nacionais e internacionais.

Tem como objectivo desenvolver um projecto amplo de programação, apostando na articulação de diferentes áreas ao nível da criação, difusão e investigação artística e académica, que resultará tanto em apresentações públicas periódicas de projectos finalizados bem como trabalhos em processo abertos à comunidade.

Pretende ser ponto de encontro entre artistas e público, dialogando activamente com a comunidade, através de oficinas, laboratórios de pesquisa, formação, conferências, leituras e toda e qualquer forma de diálogo reflexivo que implique, para além de uma comunidade criadora, uma comunidade crítica.

COLECTIVO

Ana F. Gouveia

Licenciada pela Escola Superior de Dança, ramo espectáculo (1997/2001). Estudou História da Arte Contemporânea (2002/03) e Ciência Política – Relações Internacionais (2011/12). Destaca a produção executiva e gestão do projecto de internacionalização «Marionetas em Viagem» (DGArtes, FCGulbenkian, CMAlmada e FOriente; 2012/13), assistência de relações internacionais no Amadora BD (desde 2010), gestão e candidaturas de vários projectos a financiamento público e privado, e o estágio multidisciplinar no Centquatre (Inov-Art, DGArtes, 2009).
Enquanto co-criadora e/ou intérprete tem desenvolvido projectos artísticos na área da dança contemporânea, teatro físico e dos cruzamentos artísticos com Beatriz Cantinho, Ricardo Jacinto, Laurinda Chiungue, Catarina Trota, Marina Nabais, Merce de Rande, entre outros. Destaca os projectos internacionais e de cruzamentos artísticos Bouge le jardin e Ruhrrtrott criados no encontro Feldstärke Internacional 2010. Em paralelo, tem explorado o universo de animação de objectos, tendo criado o Núcleo de Marionetas com Catarina Pé-Curto e ngela Ribeiro. Tem desenvolvido actividade pedagógica multidisciplinar em acções de curta e média duração.


Ana Vieira da Silva

Licenciada em Direito, Pós Graduação em Criminalidade Económica e Estudos Forensiais na Universidade Católica de Lisboa. Assessora do Presidente Distrital de Lisboa, e dos Bastonários da Ordem dos Advogados desde 2005. Nomeada Chefe de Serviço do Conselho Superior da Ordem dos Advogados em 2012.
Assistente de Encenação no Teatro de Carnide, do encenador João Ricardo.


Beatriz Cantinho

Pos-Doc no programa ARTEA – Universidade Castilla-la-Mancha/Museu Rainha D. Sofia (Madrid) e CIAC – Universidade do Algarve. Professora convidada do Departamento de artes cénicas da Universidade de Évora (2013/16). Doutorada em Dança/Filosofia pelo Colégio de Artes de Edimburgo, Universidade de Edimburgo. Visiting Scholar na NYU/TISCH (2010/11), Departamentos de Performance e Cinema. Mestre em Filosofia/Estética pela U.N.L sob orientação do filósofo José Gil. Licenciada em Dança pela E.S.D. Estágios profissionais: Companhia Royal de Luxe e Teatro Noh no Kyoto Art Center. Desde 1997 que desenvolve trabalho coreográfico de sua autoria (“Parde2”, “Scch…um ensaio sobre o silêncio”, “Peça Veloz Corpo Volátil”, singularity) ou em Teatro, Artes Plásticas, cinema com trabalhos de sua autoria e/ou em colaboração com outros artistas (Herwig Turk,Valério Romão, Ricardo Jacinto, Vangelis Lymporidis, Shiori Usui, C. Spencer Yeah). O seu trabalho artístico tem sido apresentado tanto em Portugal como no estrangeiro. Investigação artística publicada: Neues Museum Weserburg Bremen, Alemanha e Journal of Theatre and Performing Arts, Reino Unido. Apresentações académicas: Universidades de Edimburgo, Cambridge, Surrey, Chelsea College of Art.


Diogo Alvim

Lisboa, 1979. Estudou arquitectura (FAUTL 2004)  e composição  (ESML, Licenciatura 2009, Mestrado 2011) em Lisboa e terminou em 2016 o doutoramento em composição/ artes sonoras no SARC (Sonic Arts Research Center), Queen’s University Belfast, com bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A sua investigação explorou diferentes relações entre música e arquitectura.
Apresentou trabalhos em vários eventos, de onde se destaca: 6º e 7º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores, o Festival Música Portuguesa Hoje, no CCB em Lisboa (2008); Tribuna Internacional de Compositores (Unesco) em Paris, 2009, Festival Synthèse 2009, em Bourges; Prémio Jovens Músicos 2009 (encomenda da Antena 2/ RTP); Festival Musica Viva 2013 (Miso Music); ICMC2012 (Lubliana);  Notation in Contemporary Music (Goldsmiths University, Londres, 2013); Ibrasotope#60 (São Paulo) e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (2014), Invisible Places/ Sounding Cities 2014 (Viseu); Belfast Festival 2014 (com Matilde Meireles); Sonorities Festival 2015 (com o Royal String Quartet), e Old School#38 (com Matilde Meireles, Lisboa, 2015).
Tem desenvolvido colaborações com artistas plásticos e de som, coreógrafos e encenadores, entre os quais Ricardo Jacinto, Inês Botelho e Tânia Carvalho.
diogoalvim.com


Francesca Bertozzi

Nasceu em Cesena (Itália) em 1975.
Concluiu a licenciatura no Ramo de Espetáculos na Escola Superior de Dança de Lisboa. Na sua formação, foram determinantes: Claudio Gasparotto, Roberta Lepore, Chiara Reggiani, Antonio Carallo e Paulo Manso.
No decurso da sua atividade profissional como bailarina, interpreta: “Branco” (2004/05) e “The Sleeping Buda” (2004/05) da Companhia Vortice Dance; “Fragilidade H” (2005) de Gonçalo Lobato Ferreira; “Subterrâneos do Corpo de Ana Martins; (2006) “Segredos de chá” (2007) e ”Palácio In” (2009) pela companhia Dançarte, “Matrioska” (2008/2012) de Tiago Guedes e “Eye Height“ (2009/2011) de Beatriz Cantinho e Ricardo Jacinto.
Paralelamente aos projetos artísticos, tem vindo a desenvolver atividades pedagógicas enquanto formadora, lecionando aulas e workshops de dança contemporânea, criativa, composição coreográfica e consciência corporal em Itália, França e Portugal e, mais recentemente, também em colaboração com outros artistas.
A sua pesquisa enquanto bailarina e formadora orienta-se em explorar, através de diferentes temas e percursos, a consciência e percepção do corpo. Atua como voluntária, desde 2002, na ONG Soka Gakkai International (www.sgi.org), que está presente em 192 países do mundo, e é filiada das Nações Unidas.


Nuno Torres

Lisboa, 1977. Desenvolveu o estudo do saxofone alto na vertente de Jazz e participa em diversos ensembles na área da música improvisada, electro-acústica e reducionismo, nos últimos anos tem colaborado com Ernesto Rodrigues, Sei Miguel, Fala Mariam, João Castro Pinto, Rafael Toral, Manuel Mota, David Stackenäs, André Gonçalves, Carlos Santos, David Maranha, César Burago, Guilherme Rodrigues, José Oliveira, Ricardo Jacinto, Travassos, Nuno Morão, Cyril Bondi, d’incise, Adriana Sá, Beatriz Cantinho.
Tem cooperado com diversos projectos, cruzando diferentes áreas desde o teatro, à dança, passando pelas artes plásticas (PARQUE, Les Voisins, Eye Height). Participação em iniciativas de rádio, no campo experimental e comunitário, exploração de uma programação com base nas experiências e dinâmicas locais, e numa abordagem do ambiente sonoro de cada local, destaque para a cooperação nos últimos anos com o c.e.m, nos projectos Toca e Pedras d’água. Colaborador no Festival RadiaLx.
Membro activo da rádio stress.fm. Tem cooperado com vários projectos no âmbito da intervenção comunitária, em diferentes contextos na cidade de Lisboa, privilegiando a acção com públicos juvenis, na promoção de actividades artísticas e culturais, em rede com parceiros nacionais e internacionais.
Discografia: Orquestra Geometria Variável – Stills (CS – 2007); Orquestra Geometria Variável – Live in Casa da Música Porto (2008); Cacto (Vera Cortês Art Agency – 2009); Wounds of light (CS – 2010); Suspensão (CS – 2011); Brume (CS – 2011); Monochrome bleu sans titre (CS – 2012); Pinkdraft (CS – 2012).


Ricardo Jacinto

Lisboa,1975. Escultura e o curso avançado de artes plásticas, AR.CO. Licenciado em arquitetura, FAUTL. Estudante na School of Visual Arts, Nova Iorque, Hot Clube de Portugal e Academia de Amadores de Música. Actualmente a frequentar um Doutoramento no Sonic Arts Research Center / Belfast. Desde 1998 tem apresentado o seu trabalho em exposições, concertos e performances em Portugal e no estrangeiro. Tem desenvolvido uma intensa atividade de colaboração com outros artistas plásticos, coreógrafos, músicos e performers.
O seu trabalho como músico/artista plástico tem-se centrado na relação entre som e espaço, e foi apresentado em exposições e concertos em locais como: CCB_Lisboa, Circulo de belas Artes de Madrid, MUDAM_Luxemburgo, Centre Culturel Gulbenkian_Paris, MANIFESTA 08_Bienal Europeia de Arte Contemporânea em Itália, Frac Loraine-Metz, OK CENTRE_Austria, CHIADO 8_Culturgest_Lisboa e Casa da Música no Porto, Bienal de Arquitectura de Veneza 2006. Festival VERBO Galeria Vermelho_São Paulo, Festival Temps d´Images_Lisboa, Culturgest_Porto e Lisboa, ZDB_Lisboa, Dance Base_Edimburgo, Kabinett 0047_Oslo_Noruega, Fundação Calouste Gulbenkian, entre outros. Professor de Artes Sonoras, Projecto Interdisciplinar Artístico e Cultura do Som na ESAD / Caldas da Rainha e no Departamento de Ciências e Tecnologias do Som, Universidade Lusófona, Lisboa.
Como violoncelista tem trabalhado na área da música improvisada colaborando com vários músicos e formações (Nuno Torres, David Maranha, Pedro Rebelo, Franziska Shroeder, Gabriel Ferrandini, Hernani Faustino, Rodrigo Pinheiro, Ernesto Rodrigues, Ricardo Guerreiro, C Spencer Yeh, Travassos, Shiori Usui, Manuel Mota, Variable Geometry Orchestra, PinkDraft, Cacto).
Em 2009 editou um disco em dueto com Nuno Torres (CACTO) e editou as “Peças para Piano Mecânico e Voz” do projeto de instalação-performance LABIRINTITE. Em 2012 editou pela Creative Sources o álbum de estreia de PINKDRAFT “2010” e pela Shhpuma_Clean Feed o álbum do projeto PARQUE “Earworm Versions”.


Sara Morais

Nasceu em Lisboa em 1982. Estudou Ciências da Comunicação, Cinema na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e frequentou o mestrado em Desenvolvimento de Projecto Cinematográfico na Escola Superior de Teatro e Cinema. Durante estes estudos, realizou as curtas metragens: “O silêncio dos objectos”, “Conto” e “Chegar a casa”.
Realizou o filme “Desvio/Padrão” sobre a obra em azulejo de Maria Keil, publicado em livro/dvd em co-autoria com Joana Morais.
Viveu em Madrid onde colaborou com o Alcine – Festival de curtas metragens de Alcalá de Henares. Integrou a equipa de direcção de arte de Wayne dos Santos em diversos filmes publicitários.
Foi assistente de realização e operadora de som em diversos filmes de Tiago Pereira, e assistente de Maile Colbert em “Passageira em Casa” – projecto de performance intermedia produzido por Binaural. Colaborou na produção executiva do projecto “Eye Height” de Ricardo Jacinto e Beatriz Cantinho na Fundição de Oeiras, Museu do Chiado e Fundação de Serralves.
Foi autora do programa de rádio “Histórias de Rios” emitido pela Antena 1, onde seguiu o curso de 4 rios portugueses captando e misturando paisagens sonoras, histórias locais, música de Pinkdraft e geografia.


Pedro Magalhães

Nascido a 12-07-1975 em Lisboa. Em 1998-99 Audio Eng Diploma na SAE Londres.
2000-2002: RTP 2002. Freelance e trabalho com Golden Pony Studio. Gravou Norberto Lobo, Parque, Pink Draft, Pão, B. Fachada, Diabos na Cruz, Márcia, Minta, Cacto, várias formações de música improvisada como Gabriel Ferrandini, Pedro Sousa, Hernâni Faustino, Rec Brutus, entre outros. Actualmente faz o som ao vivo de Noiserv e Real Combo Musical.


Valério Romão

Nasceu em 1974, em França. Foi três vezes selecionado no concurso nacional Jovens criadores (2000, 2001, 2002), duas em prosa, uma em poesia. Foi o representante português da área de literatura na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em 2001, na Bósnia-Hezegovina.
Na Faculdade cursou Filosofia, área em que se licenciou. Tem escrito contos (“o relojoeiro contorcionista”, Magma; “Facas na Cidade”, Construções Portuárias), peças de teatro (Octólogo, TUP; Posse, Trindade; A Mala, CCB/Boxnova), feito traduções (Woolf, Becket) e tem colaborado com diversos artistas nacionais na definição de núcleos de sentido em peças multidisciplinares (“moments of being”; Beatriz Cantinho e Ricardo Jacinto; “Peça Veloz Corpo Volátil”; Beatriz Cantinho) e acaba de escrever o seu primeiro romance, “Autismo”, com a chancela da Abysmo.