Brevemente poderá aceder aqui aos projectos radiofónicos desenvolvidos pelos artistas e colectivos convidados para esta quarta edição da EIRA.


ESAD.CR

Ensaios Sonoros (Estudantes da ESAD.CR)
No contexto da cadeira de Introdução às Artes Visuais e Sonoras do 1º ano do curso de Som e Imagem da ESAD das Caldas da Rainha, foram criados, paralelamente, ensaios sonoros a partir de imagens abstractas e ensaios visuais a partir de sons abstractos, ou cuja fonte não é reconhecível. Os ensaios foram desenvolvidos em grupo, aprofundando progressivamente as questões próprias de cada disciplina, com o acompanhamento do prof. Diogo Alvim (Artes Sonoras) e do prof. Diogo Saldanha (Artes Visuais). Aqui vamos ouvir os ensaios sonoros finais do 2º semestre de 2020/2021. O processo criativo desenrolou-se durante todo o semestre, articulando momentos de investigação, experimentação e discussão, no sentido de estimular uma exploração das potencialidades do som nas suas dimensões comunicativa, significante e sensorial.


Ensaios Sonoros:
Odeio-o, é fantástico: Afonso Tomaz, Bruno Piedade, Manuel Gomes, Miguel Oliveira
Impulsumov: Alexandre Gomes, Diana Carvalho, Miguel Orfão, Paulo Silva
Pendulus: Teresa Gomes, Guilherme Rocha, João Carlos Pinto, Tiago Ribeiro
Melodia da fúria: Ana Santos, Carolina Palmeiro, Marisa Silva
Purgatório: Andreia Silva, Beatriz Martins, Filipa Lourenço, Julia Tonn, Mariana Correia
Torção: Carlos Pedro, Guilherme Rodrigues, Carlota Ribeiro, Pedro Reis
Prisma: João Olivença Pinto, Leonardo Baptista, Percidio Mafumo, Rafaela Batista, Raquel Cordeiro
Trajectória: Beatriz Santos, Diana Domingues, Ines Moreno, Jéssica Jordão
Colapso: Daniela Carolino, Jean Echeverria, Jonathan Celis, Maria Pisco
Mérimna: Diogo Infante, Flávia Santos, Maria Ester Mano
O Grito: Fábio Santos, Guilherme Barradinhas, João Coelho, Mariana Simões
S/ Título: André Inácio, Bruno Cristiano, Leonardo Piscarreta, Nelson Neves
Interior Extrínseco: Tiago Novo, Lara Tomás, Ricardo Mineiro
Parede de Cronos: Maria Angélico, Miguel Henriques, Tiago Campos
ordemdesordem: Ana Cuco, Gonçalo Santos, Hugo Delgado
O Infantil: Ana Mirra, João Vale, Marta Rocha, Rafael Monteiro
S/ Título: Rita Toscano, Miguel Sousa, Nuno Marques
Inexorável: André Cópio, Lara Dias, Madalena Nunes, Mariana Oliveira
Camadas: Bruno Trindade, Vladyslav Fomichov
In Motion: Diogo Sousa, João Gomes, Margarida Flores, Tomás Pereira
Estranheza composta: Inês Taveira, Mariana Moreira, Sara Justino, Sara Silva
Conversas entre a Natureza: Maria Ribeiro, Rita Ribeiro

FADO BICHA

Dias Luminosos
O Fado Bicha celebra o solstício de verão com um programa de rádio inserido na quarta edição da Eira. No dia com mais horas de luz solar do ano, vamos falar sobre luminosidade!

A luz que nos permite ver e ser vistes, a luz que anuncia uma força, uma energia, e que nos guia no sentido da segurança ou do desafio. A luz que indica presença, existência e a luz que lançamos sobre a memória e o nosso património.

Metáforas sobre aquilo que pretendemos trazer para este programa, que incluirá uma entrevista a uma amiga e companheira que muito nos inspira e ilumina; uma reportagem sobre a Marcha do Orgulho de Lisboa, na qual nós seremos animadores de bloco; muita música, recordações de verões passados e desejos para o verão que chega, com uma promessa de vacinação generalizada, concertos, finalmente, trabalho, criação, comunhão! E para quando ficam os abraços, sem medo e sem máscara?

Começamos já dia 21, sintam-se abraçades.


O Fado Bicha é um projecto musical e activista criado e desenvolvido por Lila Fadista, na voz e letras, e João Caçador, nos instrumentos e arranjos. No palco, permitem-se uma exploração inédita dentro do universo do fado, ultrapassando as barreiras de género rígidas do fado tradicional e criando narrativas para temas que não tinham ainda expressão. O projecto assume-se de intervenção, começando na representatividade da comunidade LGBTI, e adensando-se pelos temas que abordamos e as posições em que nos colocamos, falando sobre género, colonialismo, racismo, feminismo e direitos dos animais, por exemplo. O que trazemos é basicamente uma subversão da regra heteronormativa, muito forte no meio do fado tradicional, e na sociedade portuguesa em geral, reclamando o direito de nos apropriarmos de um património que é nosso também e de o explorarmos de acordo com as nossas identidades e experiências, o que, no fundo, é a base de qualquer processo artístico, seja ele encarado como subversivo ou não.

GRÉMIO CALDENSE

Sendo essencialmente um colectivo que se dedica à programação cultural, o Grémio vê nesta residência a oportunidade de criação de projectos sonoros inspirados no trabalho, colaborações e afinidades que desenvolveu até agora.

Para a quarta edição da EIRA o colectivo apresenta uma série de concertos da sua programação, com a transmissão em diferido dos concertos do saxofonista catalão Albert Cirera e do DDK Trio, formado por Jonas Kocher (acordeão), Jacque Demierre ( piano) e Axel Dörner (trompete). Em direto serão emitidos os concertos de A Lake by the Mõõn, Dakoi e George Silver. Todos os concertos foram e serão gravados e emitidos a partir da Igreja do Espírito Santo nas Caldas da Rainha.


Grémio Caldense (2015) é um grupo informal sediado em Caldas da Rainha, que se dedica à promoção de eventos culturais de natureza artística. A funcionar desde Maio de 2015 e com uma periodicidade praticamente quinzenal, este colectivo organizou até ao presente momento cerca de uma centena e meia de eventos de carácter essencialmente alternativo, diferenciados entre concertos, feiras de edição independente, sessões de cinema e poesia, performances e exposições de artes visuais. Sem sede fixa para as suas actividades, actua numa diversidade de espaços da cidade, desde museus a espaços públicos reutilizados, dos mais convencionais aos mais improvisados, sendo vários os parceiros com quem já colaborou, instituições públicas, entidades privadas e outros grupos associativos.
Pela presença muito equilibrada entre artistas nacionais e estrangeiros na sua programação, o grupo tem colocado as Caldas da Rainha num circuito internacional ligado à cultura artística de carácter contemporâneo e independente.

INVASOR ABSTRACTO

Focado no desenho de programas de instalações, performances e concertos, Invasor Abstracto é um projecto do OSSO colectivo, com a participação de Matilde Meireles, Nuno Morão, Nuno Torres, Pedro Tropa, Ricardo Jacinto e Rita Thomaz, que se propõe como um espaço de reflexão, criação e apresentação colectiva. Nas suas diversas iterações intersectam-se os territórios criativos de cada autor(a) em viagens imaginadas entre o seu centro criativo (Aldeia de São Gregório, Caldas da Rainha), outros lugares distantes e os espaços e comunidades que os acolhem.

Invasor Abstracto é a expressão nómada de um colectivo cujo trabalho artístico tem operado sobre a noção de território, nas implicações estéticas e políticas que esta pode ter na construção das comunidades temporárias que a OSSO promove, ou naquelas onde se insere.

A música, o desenho, a fotografia, o som, a escultura, o vídeo e a performance estabelecem (através das suas singularidades e hibridações) uma rede de diálogos entre os 6 membros e os diferentes lugares por estes ocupados.

Nesta edição da EIRA, o Invasor Abstracto estará em residência a preparar o seu programa para o Teatro do Bairro Alto que irá decorrer entre 20 de Setembro e 23 de Outubro deste ano.

MIA

ZPOLURAS é uma plataforma cultural orientada para a criação, desenvolvimento e promoção da arte contemporânea nos domínios da música, poesia, artes visuais e performativas. As opções estéticas da ZPOLURAS movem-se preferencialmente no sentido da experimentação e da espontaneidade, abrangendo uma dimensão alargada de abordagens, linguagens e tradições no processo criativo.
Com este movimento cultural pretende-se agregar um conjunto de meios para possibilitar a expressão artística livre, alternativa e provocatória, por forma a combater a estagnação, a formatação e a globalização da mente humana dos nossos dias.
Com sede em Peniche, a ZPOLURAS constituiu-se como associação cultural sem fins lucrativos em 2016, embora a actividade desta plataforma remonte a 2008 com a fundação do P.R.E.C. (Projecto Ressonante Experimental Criativo), um colectivo artístico multidisciplinar cujo percurso de espectáculos em diversos pontos do país, viria a dar origem à criação do Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia (MIA) em Maio de 2010.

O MIA – Encontro de Música Improvisada de Atouguia da Baleia é um evento que teve início em 2010 e que se realiza anualmente nesta vila histórica do litoral oeste português.

O MIA desenvolve-se habitualmente nas vertentes artística e pedagógica da experimentação e da inovação musicais.

O MIA teve início em 2010, a partir da vontade de se realizar um concerto do colectivo P.R.E.C. (Projecto Ressonante Experimental Criativo) com um conjunto alargado de músicos convidados. Desde então o Encontro tem sido realizado anualmente no Auditório da Sociedade Filarmónica e outros espaços patrimoniais da freguesia de Atouguia da Baleia, no concelho de Peniche.
Este Encontro, tido como uma proposta ousada, aquando da sua criação em 2010, dado o seu carácter inédito, acabou por se tornar num fenómeno incontornável e assume-se como um importante movimento enriquecedor da cultura local, além de que representa um marco fundamental na agenda musical portuguesa e internacional. Refira-se que dezenas de novos projectos artísticos nasceram já a partir das ligações criadas no MIA, ocorrendo ainda regularmente a realização de diversos eventos articulados com o MIA em Portugal e no estrangeiro.
Como as demais acções da Zpoluras, o MIA é um projecto absolutamente sem fins lucrativos que conta com a generosidade dos participantes e apoiantes, sem a qual não seria possível levar a efeito o conjunto das actividades anualmente desenvolvidas.
Depois de um ano maldito em que fomos obrigados primeiro a adiar o MIA e depois a reduzi-lo a dois ou três pequenos momentos caseiros com transmissão online, vamos tentar retomar um Encontro que já vai concluir uma dúzia de edições. O 12º MIA realiza-se entre 18 e 20 de Junho.
Numa altura em que a Zpoluras – Associação Cultural, entidade organizadora do evento desde a sua criação, está integrada num projecto internacional (S.H.A.R.E.) para a promoção e desenvolvimento da música improvisada, o MIA 2021 terá a participação dos parceiros europeus neste projecto, com artistas vindos de França, Itália e Dinamarca. O projecto visa a criação de uma Federação internacional em defesa deste género musical

Director Artístico – Paulo Chagas
Director Executivo – Fernando Simões

SOFIA DIAS E VÍTOR RORIZ

Desde há algum tempo que nos temos interessado pelo estado em que o nosso corpo, na iminência de adormecer, perde os contornos e parece diluir-se numa espécie de emulsão que nos devolve uma experiência menos rígida e menos identitária – um estado entre a vigília e o sono. Algures nas deambulações sobre este estado, cruzámo-nos com as emissões radiofónicas do poeta surrealista francês Robert Desnos. Para esta residência na OSSO resolvemos voltar a Desnos, pela liberdade e o absurdo que caracterizam as descrições radiofónicas dos seus sonhos, mas sobretudo pela necessidade de nos fazermos acompanhar por uma pessoa da rádio nos primeiros dias da residência. É bom sentirmo-nos acompanhados e certamente que a nossa afinidade com o surrealismo, seja através dos diferentes jogos de palavras, do apelo à repetição ou do desafio a uma certa ideia de coerência, há-de transparecer também nesta emissão.


Sofia Dias & Vítor Roriz são uma dupla de coreógrafos e bailarinos a colaborar desde 2006 na pesquisa e criação de vários espetáculos e performances, tendo colaborado em proximidade com estruturas como a Bomba Suicida, O Espaço do Tempo, Materiais Diversos e Alkantara. Enquanto dupla colaboraram com diversos artistas tais como, Catarina Dias, Lara Torres, Marco Martins, Clara Andermatt, Mark Tompkins, Francisco Tropa e Tiago Rodrigues. Lecionam regularmente e organizam residências e encontros de reflexão entre artistas em diferentes contextos, tendo sido curadores da segunda edição do Programa Avançado de Criação em Artes Performativas do Fórum Dança em 2018/2019.