Brevemente poderá aceder aqui aos projectos radiofónicos desenvolvidos pelos artistas e colectivos convidados para esta quinta edição da EIRA.


DIANA POLICARPO

A minha residência (EIRA #5) vai ser um período de reflexão e composição sonora para um novo projeto que estou a desenvolver “Liquid Transfers”. Este projeto apresenta uma investigação profunda e complexa sobre algumas plantas que podemos encontrar em Portugal e as relações entre feminismo interseccional, ecologia, descolonização da botânica e justiça reprodutiva de forma a criticar as normas e estruturas de género atuais e radicalmente imaginá-las num futuro mais inclusivo e sustentável. Interessa-me dar visibilidade (através da escuta) às genealogias oprimidas do conhecimento ancestral e da tradição oral e a genética molecular como modo de criação, inclusão e resistência.


Diana Policarpo (Lisboa, 1986) vive e trabalha entre Lisboa e Londres.
Estudou música no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design (ESAD) e tem um mestrado em Artes Visuais (MFA) pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres. É artista visual e compositora, actualmente a desenvolver a sua actividade artística entre as artes visuais, música electroacústica e a performance multimédia.
O seu trabalho investiga cultura popular, saúde, política de género e relações interespécies, justapondo a estruturação rítmica do som como um material tátil dentro da construção social da ideologia esotérica.
Exposições individuais e screenings recentes incluem TBA21 (SP), Kunsthall Trondheim (NO), Galeria Municipal Porto (PT), Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (PT), CAV – Centro de Artes Visuais (PT), Nottingham Contemporary (UK), GNRation (PT), Kunsthall Oslo (NO), Galeria Lehmann+ Silva (PT), Kunstverein Leipzig (DE), Galeria Francisco Fino (PT), Kunsthall Baden-Baden (DE), Whitechapel Gallery (UK), Xero, Kline & Coma (UK), Nottingham Contemporary (UK), Institute of Contemporary Arts (UK) e LUX – Moving Image (UK) . Foi vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019.

GRÉMIO CALDENSE

Para esta edição da EIRA o colectivo apresenta uma série de concertos da sua programação, com transmissão em diferido, sendo eles: NUN, um projeto de Petr Vrba e Michal Zbořil, dois membros do colectivo de improvisação checo IQ + 1; Rodrigo Amado que apresenta o resultado de uma longa reflexão musical dedicada à pesquisa e exploração de materiais clássicos; Lisbon Berlin Quartet um grupo de colaboração alemã e portuguesa com nova formação: Luís Lopes, Rodrigo Pinheiro, Hernâni Faustino e João Valinho, apresenta o seu novo álbum “Sinister Hypnotization” (Clean Feed Records).


Grémio Caldense (2015) é um grupo informal sediado em Caldas da Rainha, que se dedica à promoção de eventos culturais de natureza artística. A funcionar desde Maio de 2015 e com uma periodicidade praticamente quinzenal, este colectivo organizou até ao presente momento cerca de uma centena e meia de eventos de carácter essencialmente alternativo, diferenciados entre concertos, feiras de edição independente, sessões de cinema e poesia, performances e exposições de artes visuais. Sem sede fixa para as suas actividades, actua numa diversidade de espaços da cidade, desde museus a espaços públicos reutilizados, dos mais convencionais aos mais improvisados, sendo vários os parceiros com quem já colaborou, instituições públicas, entidades privadas e outros grupos associativos.
Pela presença muito equilibrada entre artistas nacionais e estrangeiros na sua programação, o grupo tem colocado as Caldas da Rainha num circuito internacional ligado à cultura artística de carácter contemporâneo e independente.

INVASOR ABSTRACTO

Focado no desenho de programas de instalações, performances e concertos, Invasor Abstracto é um projecto do OSSO colectivo, com a participação de Matilde Meireles, Nuno Morão, Nuno Torres, Pedro Tropa, Ricardo Jacinto e Rita Thomaz, que se propõe como um espaço de reflexão, criação e apresentação colectiva. Nas suas diversas iterações intersectam-se os territórios criativos de cada autor(a) em viagens imaginadas entre o seu centro criativo (Aldeia de São Gregório, Caldas da Rainha), outros lugares distantes e os espaços e comunidades que os acolhem.

Invasor Abstracto é a expressão nómada de um colectivo cujo trabalho artístico tem operado sobre a noção de território, nas implicações estéticas e políticas que esta pode ter na construção das comunidades temporárias que a OSSO promove, ou naquelas onde se insere.

A música, o desenho, a fotografia, o som, a escultura, o vídeo e a performance estabelecem (através das suas singularidades e hibridações) uma rede de diálogos entre os 6 membros e os diferentes lugares por estes ocupados.

Nesta edição da EIRA, o Invasor Abstracto estará em residência a preparar o seu programa para o Teatro do Bairro Alto que irá decorrer entre 20 de Setembro e 23 de Outubro deste ano.

LUSCOFUSCO

Fusca Circular
O coletivo Luscofusco irá realizar uma emissão radiofônica que será circular.
Este acto é sonicamente amorfo, experimental, electrónico e original.


Luscofusco é um coletivo de artistas independente, com sede em Portugal.
Produzimos eventos multi-artísticos relacionados à música, artes visuais, multimídia e performance, ao mesmo tempo em que trabalhamos como uma gravadora de música eletrônica e experimental.
Nosso principal objetivo é divulgar artistas emergentes, bem como alguns dos valores associados à cultura DIY.
Por isso, queremos criar um ambiente que ajude o crescimento de projetos em estágio embrionário.
Isso se dá pela combinação de nossa constante necessidade de encontrar novas formas de enriquecimento da cena da música eletrônica (e tudo que vem com ela) e, o desenvolvimento de uma plataforma feita por artistas e projetos que se ajudem mutuamente e possibilitem a criação de um novo era experimental.
Nacionalmente, desde a dance music até projetos mais experimentais.
Luscofusco não é sua gravadora tradicional. Nosso objetivo, mais do que lançar conteúdo em que vemos valor, é criar pontes entre artistas com diferentes formas de expressão, permitindo que eles se reúnam e compartilhem suas raízes. Feito por artistas para artistas.

SONOSCOPIA

Sinais de fumo
Transmissão radiofónica a partir da Sonoscopia, no Porto, partindo de ligações e comunicações à distância entre estruturas, coletivos e entidades cuja afinidade estética e operacional serve de meio condutor para a manutenção de um circuito artístico independente. Em torno de um concerto, transmitido em tempo real, e de uma mesa redonda amplificada, levantam-se questões e procuram-se dar as respostas possíveis.

Concertos:
Ka Baird: voz, flauta e electrónica
Artur Vidal: saxofone

Conversa e selecção musical:
Ka Baird, Gustavo Costa, Alberto Lopes, João Ricardo, Eduarda Andresen, Artur Vidal, Rodrigo Cardoso e Patrícia Caveiro.


Sonoscopia é uma associação para a criação, produção e promoção de projetos artísticos e educacionais centrados principalmente nas áreas de música experimental e pesquisa sonora.
+ info: www.sonoscopia.pt