A sétima edição da EIRA, decorre de 18 a 30 de julho, e conta com a participação dos colectivos BOCA, CLÁUDIA ALVES, APPLETON SQUARE e TERCEIRA PESSOA que estarão em residência na OSSO e apresentarão um programa de rádio. Teremos também, nesta edição, música ao vivo com os artistas Sulla lingua, Pedro Oliveira, Scolari, Delphine Dora, Chão Maior e Eric Chenaux.


EMISSÃO | 29 Julho
19h | OSSO à conversa com Delphine Dora
21h | Delphine Dora – Programa de rádio
21h | OSSO à conversa com Ana Gil e Nuno Leão da Terceira Pessoa
22h | Terceira Pessoa – Programa de rádio

BOCA | 21.07.22

De boca em boca, desde a antiga Suméria
O que é um audiolivro e como se faz? A BOCA, editora de livros, audiolivros e outros objetos sonoros não identificados, é a convidada da OSSO para uma residência na qual gravará a sua próxima edição, a versão do autor, contador e ilustrador Rodolfo Castro da epopeia de Gilgamesh, um dos primeiros contos do mundo. Na sequência desses dias de experimentação, gravação e montagem, a BOCA produzirá um programa de rádio sobre os bastidores do processo de criação audiolivresca, a emitir na antena da EIRA a quinta-feira, 21 de julho, à noite.

A BOCA trará consigo uma convidada muito especial, a poesia.fm, rádio digital de, sobre e à procura de poesia, que será a responsável por uma oficina para crianças dos 6 aos 10 anos, a ter lugar a ter lugar sábado, 23 de julho, à tarde.


BOCA – palavras que alimentam
Editora e produtora a trabalhar desde 2006 na criação de livros e audiolivros, recursos educativos e um amplo leque de formatos sonoros (do audioguia à instalação sonora ou ao podcast). Faz também programação cultural na área da rádio e da leitura em voz alta/escuta partilhada.

CLÁUDIA ALVES | 23.07.22

OSSO à conversa com Cláudia Alves.

Cláudia Alves será a responsável por uma oficina para crianças dos 6 aos 10 anos, a ter lugar no sábado, 23 de julho, de manhã.

Cláudia Alves (Lisboa, 1980) é uma documentarista que vive entre Lisboa e Paris. Estudou cinema na Escola Internacional de Cinema de San Antonio de Los Baños (Cuba). Anteriormente licenciou-se na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e também estudou na Academia de Belas Artes de Brera, Milão.
O seu trabalho explora diferenças culturais, memórias pessoais e memória coletiva.Neste momento tem um projeto documental em produção (“Damas”, Ukbar Filmes) e outro em pós-produção (“O Dia Inicial”, Blablabla Media).
Colaborou com muitos outros artistas no desenvolvimento e produção de projetos documentais.
Em 2021 integrou a equipa de mentores do mestrado DocNomads na Universidade Lusófona.

CONCERTOS | 23.07.22 | Sulla Lingua e Pedro Oliveira

Música ao vivo na OSSO. Estes dois concertos serão transmitidos em FM 101.0 MHz (São Gregório e arredores) e streaming neste player.

Sulla Lingua | 21h30

Sulla Lingua é o novo trio ítalo-australiano formado em 2021 por Anthony Pateras, Stefano Pilia e Riccardo La Foresta.
Os ritmos trogloditas e as melodias destiladas resultam do choque das experiências dos três na partilha de colaborações e dos seus projectos a solo.
Começando por gravar o Drummophone de La Foresta, manipulado e elaborado por Pateras e Pilia durante uma residência em Modena realizada no Verão passado, o trio construiu um repertório de melodias que é já um clássico moderno de bom tempo-math-prog-disco-slow-head-banging.
Sulla Lingua é italiano para “na língua” ou “on language” e é sintoma do desejo de cruzar expressões idiomáticas com música rock de divertimento massivo.

Anthony Pateras, sintetizador e samples
Stefano Pilia, guitarra barítono
Riccardo La Foresta, bateria


Pedro Oliveira | 22h 30

© Sara Borges

Pedro Oliveira toca bateria desde 1995. Em 1997 junta-se a KAFKA e percorre o país passando pelo F. SUDOESTE 1999. Em 2004 integra SUBMARINE e em 2005 torna-se membro de GREEN MACHINE; começa a actividade de músico de suporte, acompanhando OLD JERUSALEM. Em 2007 forma PEIXE:AVIÃO, emblemática banda do novo rock português; cria para cinema/televisão, bandas sonoras de filmes como O QUE HÁ DE NOVO NO AMOR, MÉNILMONTANT e THE LADY AND THE HOOLIGAN. Em 2010 funda a editora/colectivo PAD / EASY PIECES. Em 2015, com OZO, inicia um trabalho mais exploratório, baseado na electrónica e processamento de sinal, com base na bateria preparada. Em 2016 cria KRAKE (solo), explorando a relação timbrica da bateria com amplificadores e electrónica, criando um universo próximo dos filmes de terror. Em 2017 junta-se a OSSO VAIDOSO (Alexandre Soares e Ana Deus). Em 2018 junta-se à gravação de THE CLIFTON BRIDGE LANDSCAPES de KRAKE, com Jim Barr (Portishead), Jake McMurchie (Portishead-live/Massive Attack) e Pete Judge (Get the Blessing / Noel Gallagher-live). Em 2019 assume a criação ritmica dos Clã e junta-se a Vincent Moon (Blogotheque), Priscilla Telmon e Rabih Beaini na produção da música para HIBRIDOS FROM BRASIL. Em 2021 inicia uma parceria com Rui Reininho nos concertos de “20.000 Éguas Submarinas”; com os Clã, ganha o Prémio Play – melhor banda, e a nomeação para um Globo de Ouro – melhor música, tema “Tudo no Amor”. Conta ainda com colaborações com Bernardo Sassetti, Sérgio Godinho, Samuel Úria, BFachada, Tó Trips, João Pedro Coimbra, Sérgio Nascimento, Jorge Coelho, Adolfo Luxúria Canibal, Evan Parker, Gonçalo, Evols, Ra-fa-el, Sensible Soccers, Vincent Moon, Priscilla Telmon, Rabih Beaini, entre outros.

APPLETON | 28.07.22

Appleton convida Delphine Dora e Eric Chenaux para dois concertos na OSSO dia 30 de Julho. Concertos ao abrigo de uma parceria entre a OSSO e a Appleton – associação Cultural


A Appleton é um lugar de experimentação e aprendizagem, preparado para receber, promover e apresentar as mais diversas manifestações artísticas contemporâneas. Tendo como património os onze anos da Appleton Square assume agora uma posição claramente complementar às galerias comerciais, como associação independente, sem fins lucrativos, e pretende continuar a contribuir para a produção, reflexão e divulgação do pensamento e da prática artística contemporânea. A sua programação divide-se entre Square, onde acontecem exposições de duração mais prolongada, e Box, preparada para apresentar performance, dança, música, cinema, teatro, conversas, cursos ou mesmo exposições de curta duração, com uma cadência assumidamente mais acelerada e uma forma de estar mais descomprometida. A intenção da Appleton é ser uma plataforma disponível para qualquer artista mostrar o seu trabalho em Lisboa e eventualmente noutros lugares, através de itinerâncias que possam surgir a partir de parcerias e intercâmbios com outros espaços da mesma natureza. Como entidade sem fins lucrativos a Appleton não deixa de estar ligada ao mercado já que os artistas ou respectivas galerias são livres para comercializar o que ali se mostra. Do ponto de vista da sustentabilidade, a Appleton está eminentemente direccionada para apoios privados e de mecenas. Os apoios públicos serão primordialmente vocacionados para suportar os artistas e a produção e materialização das obras de arte.

TERCEIRA PESSOA | 29.07.22

© Maria Leonardo Cabrita

QR CODE é uma instalação multimédia e performativa que explora a visualização gráfica de códigos bidimensionais – Quick Response Code – como via de criação, com outras linguagens artísticas, para a concepção e pesquisa do conceito de ‘Media as Extensions’ de Marshall McLuhan, na capacidade dos meios de comunicação serem extensões das faculdades humanas, podendo transferir para o espaço presente a realidade global e a sua consequente contaminação.

O objeto é composto por diferentes medias – performance, vídeo, som, instalação – como elementos polifónicos no espaço presencial, testando os limites da comunicação e as possibilidades de informação. Movendo-se por dois espaços com presenças e tempos distintos – espaço interior da galeria e espaço exterior das ruas de cada lugar – propõe-se uma relação imersiva e reflexiva resultante da tensão entre a experiência física e virtual.

QR CODE é uma instalação-rizoma, uma rede de conexões múltiplas entre objetos, organismos e experiências híbridas.


A Terceira Pessoa é uma estrutura que desenvolve projetos artísticos, com especial enfoque nas artes performativas e na área dos cruzamentos disciplinares. Privilegia uma abordagem multidisciplinar, integrando profissionais provenientes de linguagens artísticas diversificadas. Abrangendo públicos de várias faixas etárias e de meios socioculturais diversos, constrói um projeto de aproximação da comunidade aos territórios culturais e de promoção de uma troca entre o património local e as linguagens contemporâneas. Foca a sua ação em três eixos principais: produção e criação de objetos artísticos com assinatura da estrutura e difusão das suas zonas de ação como lugares de produção e criação artística a nível nacional e internacional; aproximação dos públicos às linguagens artísticas contemporâneas, através de dinâmicas participativas e colaborativas regulares; organização de ciclos de programação artística pluridisciplinar que potenciem a circulação de criadores e o acesso público das populações a propostas de índole assumidamente contemporânea e experimental.

CONCERTOS | 30.07.22 | Scolari, Delphine Dora, Chão Maior e Eric Chenaux

Música ao vivo na OSSO. Estes quatro concertos serão também transmitidos em FM 101.0 MHz (São Gregório e arredores) e streaming neste player.

Scolari | 20h00

© Vera Marmelo

Encontro feérico de António M. Silva, Bruno Pereira e Luís Vicente, que anda à volta das ideias deixadas pelo jazz, noise e drone. Diálogo aberto, improvisado e marcadamente exploratório, assente em práticas comuns ao trio – ruído/silêncio, abstracto/concreto, melódico/dissonante, amargo/doce. Em 2021 editaram um split na holandesa Faux Amis e “Mata-Mata”, disco de estreia com selo da portuense Favela Discos. Mais recentemente, e depois de uma residência com músicos locais em Praga, o trio tem trabalhado num novo registo, de cariz mais colaborativo e aberto.


Delphine Dora | 21h00

Delphine Dora é uma música, compositora e improvisadora francesa. A sua música iconoclasta pode ser lida como uma cartografia pessoal, baseada numa abordagem intuitiva à composição e alimentada por numerosas abordagens. Nos últimos dez anos, tem vindo a desenvolver um universo musical íntimo e plural, em perpétua metamorfose, na encruzilhada de diferentes géneros musicais.

Concerto ao abrigo da parceria OSSO e Appleton – Associação Cultural.


Chão Maior | 22h00

Chão Maior é uma formação composta por Yaw Tembe (composição, trompete), Norberto Lobo (guitarra), Ricardo Martins (bateria), Leonor Arnaut (voz), João Almeida (trompete) e Yuri Antunes (trombone), músicos originários de contextos distintos, do rock, jazz, folk as bandas de marcha e neste projeto todas essas matérias são exploradas de forma diáfana, no interesse de criar um espaço de comunhão, um espaço horizontal onde a composição e a improvisação co-habitam aproximando-se dos sistemas sociais inscritos na música de Sun Ra, da Ghetto Music de Eddie Gale ou do conceito de Harmelodics de Ornette Coleman


Eric Chenaux | 23h00

Eric Chenaux é um fornecedor de jazz, folclore e pop-inflector de balada de vanguarda, justapondo uma voz quente e clara e uma guitarra frita, ruidosa e semi-improvisada. “Um músico como nenhum outro”. (Tiny Mix Tapes) “Um cantor possuidor de doçura angélica acompanhando-se com uma guitarra visceral, Chenaux consegue gerar uma espantosa variedade de timbres”. (The Wire, Cover Feature, 2017).

Concerto ao abrigo da parceria OSSO e Appleton – Associação Cultural.

Nos intervalos das conversas e concertos será emitido o Arquivo Sonoro da OSSO. A OSSA conta com doações sonoras de membros do colectivo e de residentes da EIRA, apresentando-se como a pegada imaterial de nossas afinidades sónicas.