FERNÃO CRUZ E HORÁCIO FRUTUOSO

Ladrão da Noite

Partindo da ideia do boato, Horácio Frutuoso e Fernão Cruz irão trabalhar o espaço que resulta entre o verosímil e a farsa. Tendo como ponto de partida a experimentação de uma geografia aina não explorada, os artistas propõem um jogo entre a simulação do que pode ser uma falsa realidade, utilizando o som (através da rádio) e a paisagem (explorada pelo terreno do local). Tal como qualquer boato, não se prevê a consequência do seu resultado, bem como a sua materialização.

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Horácio Frutuoso (1991) vive e trabalha entre Lisboa e o Porto. A sua prática artística cruza a pintura com poesia gráfica, recorrendo por vezes a diferentes meios plásticos. Tem exposto o seu trabalho com regularidade desde 2011, tendo mostrado o seu trabalho em importantes instituições portuguesas e feiras de arte internacionais.

Fernão Cruz (1995) vive e trabalha em Lisboa. A sua prática artística tem-se vindo a revelar pela confluência entre o seu principal motivo, a pintura, com a escultura, instalando-a como representação de deambulações de uma situação ou cena imaginada. O seu trabalho foi apresentado em galerias, instituições e feiras de arte internacionais. O seu trabalho está representado entre algumas das coleções de arte mais relevantes no país.

GRÉMIO CALDENSE

Espírito Santo

Sendo essencialmente um colectivo que se dedica à programação cultural, o Grémio Caldense vê nesta residência a oportunidade de criação de projectos sonoros inspirados no trabalho, colaborações e afinidades que desenvolveu até agora.
O colectivo vai apresentar, durante este período, um conjunto diversificado de momentos de escuta que irá desde o registo de passeios sonoros e de paisagens urbanas, à recolha de pequenas conversas, bem como um ciclo de concertos de improvisação livre gravados para este contexto.
A natureza desta residência assenta assim na colaboração com um conjunto alargado e heterógeneo de intervenientes e convidados, como são exemplo os habitantes de S Gregório, os transeuntes Caldenses, as crianças do nosso círculo de amigos, os músicos da nossa rede de programação, e a relação deste conjunto de pessoas com a cidade, a aldeia e os espaços que vivemos e temos vindo a ocupar nos últimos anos de actividade.

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Grémio Caldense (2015) é um grupo informal sediado em Caldas da Rainha, que se dedica à promoção de eventos culturais de natureza artística. A funcionar desde Maio de 2015 e com uma periodicidade praticamente quinzenal, este colectivo organizou até ao presente momento cerca de uma centena e meia de eventos de carácter essencialmente alternativo, diferenciados entre concertos, feiras de edição independente, sessões de cinema e poesia, performances e exposições de artes visuais. Sem sede fixa para as suas actividades, actua numa diversidade de espaços da cidade, desde museus a espaços públicos reutilizados, dos mais convencionais aos mais improvisados, sendo vários os parceiros com quem já colaborou, instituições públicas, entidades privadas e outros grupos associativos.
Pela presença muito equilibrada entre artistas nacionais e estrangeiros na sua programação, o grupo tem colocado as Caldas da Rainha num circuito internacional ligado à cultura artística de carácter contemporâneo e independente.

MEDUSA unit

Ricardo Jacinto com Álvaro Rosso + Angélica Salvi + Nuno Morão + Violeta Azevedo + Yaw Tembe
Fonte: A full “ring of fire” annular eclipse seen through thin clouds from Tokyo on the morning of May 21, 2012. Photo: Getty Images

 

ANTUMBRA: música-instalação para instrumentos acústicos, electrónica e objectos ressonantes no espaço radiofónico

Angélica Salvi: harpa
Álvaro Rosso: contrabaixo
Nuno Morão: percussão
Ricardo Jacinto: violoncelo, composição
Violeta Azevedo: flauta
Yaw Tembe: trompete

A MEDUSA Unit é um ensemble que dá continuidade ao projecto a solo (para violoncelo, electrónica e objectos ressonantes) que Ricardo Jacinto tem vindo a apresentar desde 2014. Este projecto incluiu o desenvolvimento de um dispositivo electroacústico que, servindo-se de um sistema de amplificação com microfones distribuídos por diferentes pontos do violoncelo e de um sistema de difusão com vários altifalantes de contacto acoplados a objectos ressonantes, permitiu explorar a possibilidade de fragmentação e dispersão sónica dos seus gestos no corpo do instrumento, articulando a sua auscultação microscópica com paisagem sonora e a acústica do espaço circundante.
Esta nova formação apresenta-se como uma continuação das premissas iniciais do projecto mas desta vez com um grupo alargado de músicos-improvisadores chamados a dar corpo a partituras que se dedicam a pensar relações e desenvolver estratégias de interacção do ensemble com os espaços específicos de concerto.
Nesta residência a relação entre os pequenos corpos instrumentais e o vasto espaço da arena radiofónica (no FM), com limites condicionados pela orografia, condições atmosféricas e potência de radiação, será o foco da nossa proposta.

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Ricardo Jacinto (Lisboa,1975). Músico, Artista plástico e Arquiteto com pesquisa artística e académica focada na relação entre som e espaço em práticas transdisciplinares. É membro fundador da OSSO Associação Cultural e atualmente é investigador de Doutoramento no Sonic Arts Research Center, Queens University Belfast. Integra o Grupo de Investigação de Música Contemporânea do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM). Foi docente no Deapartamento de Som e Imagem na ESAD (Caldas da Rainha).
Desde 1998 tem apresentado seu trabalho em exposições individuais e colectivas, concertos e performances em Portugal e Europa, e tem colaborado extensivamente com outros artistas, músicos, arquitetos e performers. Entre estes destacam-se Pancho Guedes, Left Hand Rotation, Jean Luc Guionett, Pascal Niggenkemper, Cão Solteiro, Rodrigo Pinheiro, Beatriz Cantinho, Susana Santos SIlva, Marlene Freitas, Nuno Torres, Pedrita, David Maranha, Norberto Lobo, Joana Gama, Gustavo Costa, Marino Formenti, Luis Lopes, C Spencer Yeh ou Shiori Usui. A sua música foi editada pela Clean Feed, Shhpuma Records e Creative Sources. É representado pela Galeria Bruno Múrias e as suas instalações estão presentes em várias coleções nacionais: Fundação de Serralves, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Leal Rios or Fundação António Cachola. Foi co-representante de Portugal na 10a Bienal de Veneza de Arquitectura 2006 e o seu trabalho foi apresentado em instituições como Culturgest (Lisboa e Porto), Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Palais de Tokyo, Mudam_Luxembourg, Teatro Maria Matos, Museo Vostell, Casa da Música, CCB, Manifesta 08_European Bienal of Contemporary Art, Frac Loraine_Metz ou OK CENTRE_Linz, entre outras.

MILL - MAKERS IN LITTLE LISBON

Plasticina Mágica

Neste workshop vamos fazer a nossa própria plasticina elétrica! Os circuitos de plasticina são baseados em dois tipos de massa de plasticina, uma que tem características condutoras (massa colorida) e outra que tem características isolantes (massa branca). Com esta plasticina vamos poder fazer objetos, brinquedos e esculturas, que se iluminam, mexem e fazem barulho.
Esta atividade tem como objetivo apresentar aos mais pequenos os princípios dos circuitos elétricos de uma forma divertida e muito prática, com um material que lhes é familiar e um favorito nos projetos criativos.

Conteúdos:
Eletricidade e circuitos elétricos
Condutividade e resistência de materiais
Circuito aberto, fechado, e curto circuito
Leds, motores e buzzers

Créditos:
O “Squishy Circuits” é um projecto desenvolvido no “Playful Learning Lab” da Universidade de St. Thomas nos Estados Unidos pela professora AnnMarie Thomas. Ela é autora do livro “Making Makers” editado pela Maker Media em 2014.

Links:
Site oficial: http://squishycircuits.com/
Ted talk: https://youtu.be/5M3Dow20KlM
Projeto original: http://courseweb.stthomas.edu/apthomas/SquishyCircuits/index.htm
Livro: http://www.makingmakersbook.com/


MILL- Makers In Little Lisbon é um projecto colaborativo na Colina de Santana, em Lisboa, dedicado à comunidade maker. Interessamo-nos por áreas como as artes visuais, a fabricação digital, a impressão 3D, a robótica educativa, electrónica criativa, a computação física, entre outras.

Mauricio Martins, defensor e promotor do uso do software e hardware livres (open-source software & hardware), Maurício desenvolve projectos nas áreas de computação física, interfaces tangíveis e interactivas. Organiza também workshops nas áreas do DIY, Electrónica e 3D Printing. Já colaborou com diversos artistas portugueses no desenvolvimento de soluções interactivas. Em 2010 criou a Leds&Chips.
Colaborou em 2013 no desenvolvimento de actividades e conteúdos da exposição DOING no Pav. do Conhecimento, em 2014 participa com a LEDs&Chips no espaço Makers promovido pela CML no Festival in. Em 2015 fundou o MILL – Maker In Little Lisbon, menção de mérito na Lisbon Makerfaire.

Tiago Rorke. A partir da sua experiência como designer, artista e investigador, Tiago Rorke costuma estar imerso na prototipagem e computação física, ferramentas e detalhes. O seu trabalho oscila entre ferramentas para fazer e ensinar, e máquinas e experiências que questionam as nossas relações diárias com a tecnologia. Nascido em Wellington, Nova Zelândia, Tiago estudou desenho industrial no Victoria University of Wellington School of Design, e foi aluno do Computational Design Lab na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh PA. Co-fundador do Diatom, um estúdio em Londres a desenvolver ferramentas do design colaborativo e open-source, Tiago é agora designer freelancer a trabalhar entre hardware e software como residente no MILL, um projecto colaborativo em Lisboa dedicado à comunidade maker.

RAQUEL LIMA E YAW TEMBE

Rádio é um OSSO

Rádio é um OSSO longo que forma a parte externa do esqueleto do antebraço, mas também é a balestilha do piloto, um ramo de árvore cortado, o semidiâmetro do círculo, um raio de luz, o elemento químico de número atômico 88 da família dos metais alcalinoterrosos, o aparelho emissor ou receptor de telegrafia e de telefonia sem fio e, finalmente, uma estação radiodifusora que transmite programas pelo sistema de ondas hertzianas… Resta-nos reunir fragmentos de voz, som e sentidos, procurar acústicas e sonoplastias, acumular camadas de significados à poesia e à música através das frequências em que os nossos corpos vibram nas imediações da aldeia de São Gregório.
Raquel Lima & Yaw Tembe

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Raquel Lima (1983) é lisboeta das duas margens do Tejo e do Atlântico, de mãe angolana, pai santomense, avó paterna senegalesa e trisavó materna brasileira. Poeta, performer e arte-educadora, raquellima fixa nesta edição em livro & áudio parte de um percurso de dez anos de poesia essencialmente oral, movimento que a levou a mais de uma dezena de países na Europa, América do Sul e África. Durante esse período, apresentou o seu trabalho em eventos de literatura, narração oral, poetry slam, spokenword, performance e música, nomeadamente na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, FLUP Rio – Festival Literário das Periferias, FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, Festival Silêncio, Palavras Andarilhas, entre outros. A transdisciplinaridade com que aborda arte, memória e sociedade, atenta às desigualdades sociais e aliada a uma vontade de encontrar e compreender as suas raízes, levou-a a regressar à academia, onde desenvolve a sua investigação focada em oratura e escravatura em São Tomé e Príncipe no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Yaw Tembe é natural da Suazilândia, há vários anos residente em Portugal, licenciado pela Escola Superior de Música de Lisboa (2018) no curso de Jazz e pela Faculdade de Belas Artes do Porto em Escultura, tem vindo a desenvolver um trabalho caracterizado pela exploração dos conceitos de transitoriedade e fragilidade num processo que tem cruzado várias áreas de criação – artes plásticas, vídeo, dança; a música tem sido o maior pretexto para a experimentação em projectos como GUME, Sírius e Chão Maior. Como trompetista, desenvolveu um trabalho baseado na exploração das possibilidades tímbricas deste instrumento através de recursos acústicos tais como a modificação de surdinas e de trompetes e na implementação de processos eletrónicos, tem o trabalho editado em várias editoras nacionais e internacionais, dentre as quais, Clean Feed, Creative Sources, Shhpuma, three: four recordos (CH), A Giant Fern (UK), paralelamente, tem colaborando com diversos criadores (Marlene Freitas, Norberto Lobo, Evan Parker, Joshua Abrams & The Natural Information Society, Orphy Robinson, Hieroglyphic Being, Ricardo Jacinto, etc) apresentado regularmente em Portugal e na Europa.

VAN AYRES

Um socorro à esperança. O foco na componente radiofônica da residência surge da romantização do próprio meio de transmissão. Será um espaço de procura e amplificação de resistência num formato considerado por alguns “descontinuado”. A pertinência desta fantasia surge através de abordagens colectivas e interpretativas do que a “Rádio” pode ser e expressar. A guerra pela exposição liderada pelo algoritmo fantasma faz com que novas estratégias sejam colocadas em prática para um desvio ao invencível oponente. É claro que a luta viciada deve ser levada a fim não descurando nunca a procura de um outro universo onde a pluralidade é a guia que comanda a liberdade neste momento em questão.

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Van Ayres (1994). Criou juntamente com Rodrigo Soromenho a Maternidade (Colectivo/Promotora de Músicos Independentes) com o intuito de estabelecer uma plataforma de apoio e entreajuda a novos músicos. Apresentou várias performances ao longo dos anos das quais se destacam as prestações no OUT.FEST (Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro), vários concertos na ZDB (Galeria Zé dos Bois) em Lisboa, e a participação no Serralves em Festa, Porto. Beneficiou do Apoio à Edição Fonográfica pela Fundação Gestão dos Direitos dos Artistas, e também da Bolsa de Criação 2019 pela OUT.RA, associação cultural com sede no Barreiro. Estes dois apoios permitiram a
concretização do seu mais recente álbum “Final Spirit”. Recentemente finalizou a Pós-Graduação em Arte Sonora na Faculdade de Belas Artes de Lisboa (2019-2020) e mantém uma pesquisa sonora e performativa com sede no Barreiro.