A ARCA está de volta: os Dias Abertos da OSSO regressam na segunda quinzena de julho com cerca de vinte atividades que incluem concertos, filmes, performances, instalações, culinária, um soundwalk e uma oficina. A programação mantém uma ligação umbilical ao programa de residências artísticas, abrindo as portas ao público para partilhar processos criativos e trabalhos desenvolvidos ao longo do ano, priorizando sempre a mediação com a comunidade e o território onde estamos inseridos.
As atividades decorrem sobretudo no espaço da OSSO, estendendo-se também a outros locais emblemáticos da Aldeia de São Gregório, nomeadamente o Salão de São Gregório, o Armazém 75 e o Café O Fidalgo. O evento inclui ainda um espaço de cozinha dedicado à partilha comunitária de refeições leves, locais e sazonais, preparadas por cozinheiros convidados.
Acreditamos que a aposta num programa mais denso, com actividades ao ar livre e distribuído pela aldeia, propicia um momento anual de partilha intensiva que aproxima os públicos local, nacional e internacional. As dinâmicas e sinergias resultantes deste evento não só fortalecem a vida cultural da região, como afirmam a relevância da associação no desenvolvimento deste território rural.
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Lotação Limitada
Entradas: 6 Ossos / Dia
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Programa
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SEXTA 17 JULHO
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MAFALDA COSTA & MARCELO REIS VESTÍGIOS DA FURNA
JOÃO SILVA & ANDRÉ HENCLEEDAY SUCURI
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SÁBADO 18 JULHO
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SARA MARQUES & SANTIAGO TRICOT HOLDING LISTENING
JUJU BENTO O PULMÃO DE LUSTRE
JANTAR COMUNITÁRIO HUGO BRITO
OMNISPECTRUM JORGE QUINTELA, HENRIQUE FERNANDES & INTI GALHARDO
HARPOEMACTO ANGELICA SALVI & NUNO MARQUES PINTO
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DOMINGO 19 JULHO
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JUJU BENTO O PULMÃO DE LUSTRE
VEREDAS
HIRUNDO HISTÓRIAS SEM FRONTEIRAS
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QUINTA 23 JULHO
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AIXA FIGINI IMPROVISAÇÃO VOCAL COLETIVA E RITMO COM SINAIS
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SEXTA 24 JULHO
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VOZES EM IMPROVISAÇÃO COLECTIVA AIXA FIGINI E PARTICIPANTES DA OFICINA
GONÇALO ALMEIDA RESONANT DEBRIS
@C & VISIOPHONE
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SÁBADO 25 JULHO
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HUGO BERNARDO & BABAK & RADIN BARAHESTANI NÛR
MARIANA FERNANDES DEBAIXO DA TERRA
SAMUEL GAPP & JOÃO GHIRA ARTIGO INDEFINÍVEL
MARIANA DIONÍSIO, JOÃO CARREIRO & LUCAS XERXES REQUIEM
JANTAR COMUNITÁRIO GABRIELA SILVA
ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS
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DOMINGO 26 JULHO
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SAMUEL GAPP & JOÃO GHIRA ARTIGO INDEFINÍVEL
HUGO BERNARDO & BABAK & RADIN BARAHESTANI LITANIA DO AR
CINECLUBE .CR
PAULO MORAIS & KÁTIA SÁ LUZONORA
Concerto,
17 de Julho
Concerto — Eira — 21H
JOÃO SILVA & ANDRÉ HENCLEEDAY
SUCURI
André Hencleeday – Percussão
João Silva – Trompete
Em 2021, o trompetista, professor e investigador João Silva, juntou os seu saberes ao performer e compositor André Hencleeday para desenvolver ZYKLVS — um duo de música concreta instrumental onde ambos exploram objetos e dispositivos não convencionais num ambiente performativo multidisciplinar orientado para uma escuta ativa e imersiva.
Dessa colaboração emerge agora SUCURI, um novo território onde as composições se tornam rituais sonoros que equilibram ordem e caos, estrutura e espontaneidade. A dupla convida o público a atravessar um espaço em que os limites entre composição e improvisação se dissolvem e o som se revela como matéria pura.
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SUCURI
Video
, , Artes perfomativas
18 a 19 de Julho
18 Jul — Performance — Adega — 19H15
19 Jul — Instalação — Adega — 11H00 < 15H
JUJU BENTO
O PULMÃO DE LUSTREJuju Bento integrou as residências de longa duração da OSSO em 2025 com o projeto transdisciplinar “O Pulmão de Lustre”, no qual articulou práticas artísticas e sensoriais para investigar a pergunta “Como é a luz comum?”. A pesquisa explorou a relação entre ar, luz e corpo, bem como a presença da noite na luz popular, resultando numa estrutura sensível desenvolvida em torno do território de São Gregório.
“O Pulmão de Lustre” apresenta‑se na Arca como instalação performativa, combinando som, escultura e imagem numa coreografia visual e sonora, oferecendo um ambiente imersivo ancorado no gesto e na sensibilidade.
O processo culmina com a edição de um livro tátil e portátil — a apresentar durante o evento — que reflecte o vocabulário visual e material do projecto.
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Juju Bento
Video
“A presença de Juju Bento é apoiada por The Swedish Arts Grants Committee”
Culinária,
18 de Julho
Culinária — Salão de São Gregório — 20H00
JANTAR COMUNITÁRIO
HUGO BRITO
Figura de referência nos Dias Abertos da OSSO, o chef Hugo Brito é hoje uma presença indispensável nos jantares comunitários da casa.
Com uma técnica apurada e um gosto refinado, faz sempre questão de privilegiar os produtos locais para criar os seus deliciosos cozinhados — e quem já teve o privilégio de os provar sabe perfeitamente do que falamos.
Hugo Brito, ex-chef e proprietário do restaurante Boi-Cavalo, formou-se em Sociologia e Artes Plásticas antes de se fixar na gastronomia, somando passagens pelo 100 Maneiras ou Delidelux.
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Concerto,
18 de Julho
Concerto — Salão de São Gregório — 21H30
OMNISPECTRUM
JORGE QUINTELA, HENRIQUE FERNANDES & INTI GALHARDO
Orquestrado pela Associação Cultural Portuense Sonoscopia e pelas visões de Jorge Quintela, Henrique Fernandes e Inti Galhardo, Omnispectrum ergue‑se como uma performance que convoca a memória de territórios onde vida e morte se tocam. Inspirada pelo animismo, a obra apresenta um dispositivo performativo inteiramente analógico, no qual paisagens fílmicas, manipulação sonora em tempo real e gestos corporais se entrelaçam para abrir um espaço de ritualidade. Nesse encontro, corpo, ruína e paisagem tensionam-se, revelando dimensões do invisível em que o efémero ganha presença e o silêncio se torna matéria. Com registos fílmicos do deserto de Atacama (Chile), território do povo Chinchorro, a obra articula memória ancestral, ecologia e espiritualidade, desvelando a teia de relações que une o humano à natureza.
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Sonoscopia
Vídeo
Coprodução: Lisboa Soa, Space Festival, Bando à Parte, Ceis8, ÁNCORA Coop
Concerto,
18 de Julho
Concerto — Sala do Piano — 22H45
HARPOEMACTO
ANGELICA SALVI & NUNO MARQUES PINTO
HARP’OEMAS
Angélica Salvi – Harpa
Nuno Marques Pinto – Voz, Poemas
Nuno Marques Pinto e Angélica Salvi apresentam HARP’OEMAS, um projeto que cruza poesia, música e performance na criação de um corpo interdisciplinar, em harmonia mas ao mesmo tempo em estremecimento, potenciando uma cisão. A harpa evoca assim uma atmosfera insólita onde a experimentação tem o seu lugar primordial ao explorar novos territórios. A voz existe também como instrumento performativo procurando estabelecer uma ligação não só com a harpa, mas também com o público na forma de ritual.
Tal como os próprios descrevem:
O encontro entre uma Harpa e uma Voz,
a criação de uma nova língua,
escavar Buracos em toda a parte,
um rodopiar de cabeças
um tiro no escuro acidentado do assombro.
HARPO MARX EM VERSÃO OPERÁTICA.
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Harpo Acto
Vídeo
Vídeo
Filme,
19 de Julho
Cinema — Café Fidalgo “Amanhecer” — 16H00
HIRUNDO
HISTÓRIAS SEM FRONTEIRAS
A Associação para o Pensamento Crítico, Cultura e Desenvolvimento – Hirundo apresenta na Arca o projeto “Histórias sem Fronteiras”, uma iniciativa educativa que utiliza o cinema de animação como ferramenta pedagógica e inclusiva, promovendo o desenvolvimento pessoal e social dos participantes, sobretudo jovens migrantes. Através de uma abordagem prática e interdisciplinar, os envolvidos criam curtas‑metragens baseadas em histórias reais, num ambiente colaborativo.
Assente no learning by doing, o projeto responde aos desafios de integração associados à diversidade cultural, linguística e social, envolvendo os participantes em todas as fases do processo criativo e desenvolvendo competências técnicas, artísticas e socioemocionais.
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Hirundo
Vídeo
Financiadores: Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação “la Caixa” através da iniciativa PARTIS & Art for Change
Parceiros: Cola Anima; Centro de Formação Maia Trofa, Câmara Municipal da Maia
Concerto,
24 de Julho
Concerto — Pátio Osso — 18h00
VOZES EM IMPROVISAÇÃO COLECTIVA
AIXA FIGINI E PARTICIPANTES DA OFICINA
Os resultados da oficina de improvisação vocal coletiva e Ritmo com Sinais, orientada por Aixa Figini, são apresentados publicamente numa sessão descontraída no pátio da OSSO.
O público poderá assistir à materialização deste trabalho coletivo, onde o grupo utiliza a voz, o corpo e a percussão para estruturar composições musicais, assentes no diálogo improvisado, na escuta mútua e na coordenação espontânea.
Concerto,
24 de Julho
Concerto — Sala do piano — 19h00
GONÇALO ALMEIDA
RESONANT DEBRIS
Gonçalo Almeida – Contrabaixo preparado e Gira-discos
Resonant Debris é o mais recente solo de Gonçalo Almeida que explora o contrabaixo amplificado e preparado em diálogo com gira-discos manipulados. Através de repetição, textura e ressonância, surgem drones profundos, harmónicos subtis, ruídos mecânicos e ritmos fragmentados da fricção entre madeira, metal, vinil e agulha. A amplificação expõe detalhes ocultos e expande a ressonância do instrumento, enquanto os gira-discos adicionam loops, saltos e ruído de superfície como material composicional. Um sistema de luz interativo reage ao som, convertendo a música em atmosfera e movimento.
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Gonçalo Almeida
Concerto,
24 de Julho
Concerto — Eira — 21h00
@C & VISIOPHONE
Pedro Tudela & Miguel Carvalhais – Computadores e Som
Rodrigo Carvalho – Computador, Luzes e Visuais
O duo @c, constituído por Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, que tem desenvolvido ao longo de 25 anos uma prática marcada pela experimentação rigorosa com som computacional, materializada em centenas de performances, edições e instalações.
Nesta ocasião, juntam-se ao artista Rodrigo Carvalho (Visiophone, integrante do coletivo Openfield Creativelab e do projeto Boris Chimp 504) para apresentar 30×N, uma performance audiovisual com um sistema modular e três performers que interagem numa composição generativa com som, luzes e visuais. 30×N explora a utilização de computadores como agentes e parceiros criativos, com cada performance a emergir do encontro entre as máquinas e os performers.
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30xN
Video
Concerto,
25 de Julho
Performance — Salão São Gregório — 17H00
HUGO BERNARDO & BABAK BARAHESTANI & RADIN BARAHESTANI
NÛR
Hugo Bernardo – Voz, Tanbura e Metalofones
Babak Baharestani – Setar e Voz
Radin Baharestani -Teclados
Nûr (luz) é um projeto sonoro‑visual que reúne Babak e Radin Baharestani em colaboração com Hugo Bernardo. A proposta estabelece um diálogo entre o radif persa, a tambura ritual, a cintilação percussiva do metal e a cadência da voz, revelando a herança e o cruzamento de diferentes trajetórias num mesmo encontro improvisado.
Estruturada em oito andamentos, a performance articula improvisação e composição coreografada, aproximando‑se o universo modal do Dastgāh. A exploração de cordofones tradicionais, metalofones percussivos, som sintetizado e canto desencadeiam uma ação que se desenvolve num território sensorial indizível.
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Hugo Bernardo
Babak Baharestani
Concerto,
25 de Julho
Concerto — Sala Piano — 19H00
MARIANA DIONÍSIO, JOÃO CARREIRO & LUCAS XERXES
REQUIEM
João Carreiro – Guitarra
Mariana Dionísio – Voz e electrónicas
Lucas Xerxes – Guitarra e electrónicas
Projecto concebido por Mariana Dionísio e João Carreiro que se debruça sobre o emblemático texto de uma missa fúnebre, no seu original em latim, para repensar o formato de um Requiem.
Nesta apresentação, contam com a participação do artista Lucas Xerxes na construção de instrumentos electrónicos.
REQUIEM revela-se como uma forma plástica e adaptável, ajustando‑se a diferentes colaborações e contextos para homenagear diversas causas e culturas. Embora enraizado na tradição musical sacra, integra a espontaneidade da música improvisada, recorrendo a conduções de grupo que tornam cada apresentação única e distante dos processos de composição típica do género.
Assente num material aberto e exploratório, o projeto procura equilibrar temor e beleza numa evocação que se oferece como homenagem em contínua transformação.
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João Carreiro
Mariana Dionísio
Lucas Xerxes
Culinária,
25 de Julho
Culinária — OSSO — 20H00
JANTAR COMUNITÁRIO
GABRIELA SILVA
Gabriela Silva é de São Gregório, e foi das primeiras pessoas da aldeia a abrir as portas à OSSO e, com ela, trouxe uma aldeia inteira.
É também a guardiã de um pequeno museu habitado por objectos antigos pertencentes à história da aldeia, que foi recolhendo ao longo dos anos. Nele encontramos vestuário, instrumentos diversos e alfaias, memórias da vida numa aldeia que teima em não cair no esquecimento. Cozinha também em festas e encontros, com a generosidade de quem aprendeu que alimentar os outros é uma forma de cuidar do mundo.
Quando a OSSO chegou a São Gregório, ela veio ter connosco, saber o que se passava e trouxe gente consigo. Esta noite é ela que cozinha para todos.
, Artes perfomativas
25 de Junho
Performance — Eira — 21h30
MARIANA FERNANDES
DEBAIXO DA TERRA
Durante a residência na OSSO, Mariana Fernandes integrou o território no seu processo criativo, mapeando a paisagem através do contacto direto com formas, materiais, cheiros e texturas da terra e deixando que essas impressões se tornassem matéria de composição. Inspirada pelas tradições e morfologias locais, transpôs essa experiência para as suas peças cerâmicas numa abordagem context‑specific que articulou lugar e prática artística.
O designio final do projeto consiste no ritual de enterrar os objetos criados por si e pelos seus convidados locais, para que um dia possam ser redescobertos e despertar mistério sobre a história deste lugar. Cada peça é integrada na paisagem através de uma cerimónia performativa, num ato que homenageia o território e as pessoas que o habitam. Enterram‑se fragmentos de tempo — uma verdadeira arqueologia do futuro — onde o ato fúnebre abre a possibilidade de uma vida eterna e de um diálogo infinito com o que ainda virá.
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Mariana Fernandes
Concerto,
25 de Julho
Concerto — Eira — 21H30
ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS
João Almeida e Yaw Tembe – trompete e direcção artística
João Pereira – bateria
Carlos Godinho – percussão e electrónica
Álvaro Rosso e Bernardo Álvares – contrabaixo
Joana Guerra e Helena Espvall – violoncelo e voz
Norberto Lobo – guitarra eléctrica
Bernardo Tinoco – saxofones
Teresa Costa – flauta
Leonor Cabrita – voz e piano
Raquel Lima – voz
O Ensemble of Other Living Beings é um organismo que reúne criadores de diferentes contextos, com o intuito de experimentar novas formas de produção e repensar ativamente as estruturas da imaginação coletiva através do som. É uma orquestra em expansão, aberta à contaminação entre diversas formas de expressão e às relações de escuta que emergem das inevitáveis dinâmicas de interdependência e coexistência.
O projeto cruza tradições folclóricas com abordagens contemporâneas de composição — passando pelo jazz, free jazz, música eletrónica e outras linguagens ainda por catalogar.
Entendem o fenómeno do som como um meio de transformação do mundo sensível, um espaço onde se exploram novas formas de relação com o visível e o invisível, através de pequenos rituais que dão origem a mitologias efémeras em permanente transformação.
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Facada records
Este projeto é apoiado pela Direção-Geral das Artes
Filme,
26 de Julho
Cinema — Café Fidalgo “Amanhecer” — 16H00
CINECLUBE .CR
Atuando como agentes de difusão cinematográfica no território, o Cineclube das Caldas da Rainha dedica-se ao cinema autoral jovem, promovendo a acessibilidade à sétima arte e valorizando o cinema português. Realiza sessões quinzenais com convidados, seguidas de conversas abertas que estimulam o diálogo crítico.
O projeto estende o cinema para além das salas tradicionais, levando sessões a cafés, coletivos e espaços ao ar livre, incentivando a participação e o envolvimento do público. A equipa trabalha atualmente para garantir que todos os projetos, presentes e futuros, sejam plenamente acessíveis à comunidade.
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CINECLUBE.CR
,
25 a 26 de Julho
Instalação — Adega — 18H00
SAMUEL GAPP & JOÃO GHIRA
ARTIGO INDEFINÍVEL
Samuel Gapp e João Ghira apresentam no ARCA uma declinação expositiva do trabalho desenvolvido durante a sua residência artística, em fevereiro deste ano, na OSSO: uma instalação que combina materiais têxteis e sonoros em interação direta com os visitantes.
Integrado num projeto de investigação artística em curso, Artigo Indefinível examina como perceção e subjetividade são moldadas pelo movimento, pelo som, pelos materiais e pelo espaço enquanto ecossistemas em transformação. O trabalho manifesta‑se em obras site‑specific sucessivas, moldadas por cada contexto e pela presença e as ações do público, instaurando uma interação situacional que questiona a própria realidade do objeto artístico.
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Artigo Indefinível
Samuel Gapp
João Ghira
Concerto-Instalação,
26 de Junho
Instalação — Salão São Gregório — 11H00 < 15H
HUGO BERNARDO & BABAK BARAHESTANI & RADIN BARAHESTANI
LITANIA DO AR
Como lastro do concerto‑performance Nûr, a colaboração entre Babak e Radin Baharestani e Hugo Bernardo permanece no espaço sob a forma da instalação “Litania do Ar”. Organizada em torno de uma mesa‑altar e de um conjunto de objetos suspensos ou imagens projetadas, a peça configura um dispositivo ritual que articula elementos de memória, simulacros oraculares e uma constelação de projeções.
Neste centro‑altar, múltiplas camadas simbólicas entrelaçam‑se, prolongando no espaço a atmosfera sensorial e contemplativa evocada pela performance.
Concerto,
17 de Julho
Concerto — Sala Piano — 19H
MAFALDA COSTA & MARCELO REIS
VESTÍGIOS DA FURNA
Mafalda Costa – Velas
Marcelo Reis – Electrónica
Em Vestígios da Furna, Mafalda Costa e Marcelo Reis exploram uma interação singular entre fogo e som. As esculturas-velas criadas por Mafalda Costa — formas de grande plasticidade e organicidade — tornam‑se “partituras vivas” para os processos sonoros desencadeados por Marcelo Reis, convertendo o processo de combustão, as variações da chama e a liquefação da cera em som. À medida que o fogo derrete a cera, o som é activado mas, simultaneamente, as pequenas esculturas-vela são destruídas. Entre a temporalidade lenta da vela e a precisão do computador, o projeto investiga como os ritmos da combustão podem gerar composições visuais e sonoras, criando uma performance apaziguante e fortemente hipnótica.
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Mafalda Costa
Marcelo Reis
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18 a 18 de Julho
Soundwalk — Eira — 17H30
SARA MARQUES & SANTIAGO TRICOT
HOLDING LISTENING
Holding Listening nasce no âmbito do projecto de investigação [𝖋𝖎𝖓𝖎𝖘ˈ𝖙𝖊𝖗𝖗𝖆] Práticas e Teorias para um Fim de Mundo, e desenvolve-se a partir da performance‑publicação Undoing Listening (2025). Dando continuidade à exploração de gestos e economias de atenção, esta áudio‑caminhada traça um percurso pelas paisagens de São Gregório como um exercício de escuta expandida.
Entre o caminhar e o escutar, a proposta convida os participantes a abrir espaço ao entorno, ao invisível e ao inaudível, convocando não apenas o ouvir, mas também o ver, contemplar, mover e imaginar. Holding Listening torna‑se assim uma escuta‑caminhada colectiva que procura sustentar, por instantes, a atenção e permitir a constituição de novos imaginários.
Inscrições aqui
Lotação: 20 participantes
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Finisterra
Sara Marques
Santiago Tricot
[𝖋𝖎𝖓𝖎𝖘ˈ𝖙𝖊𝖗𝖗𝖆] é um projecto apoiado por: Fundação GDA (PT); DGArtes – Direcção Geral das Artes (PT); “Artistas Douro” – mala voadora&CMP (PT); “Reclamar Tempo” – CAMPUS Paulo Cunha e Silva (PT); fAUNA (PT), Artists’Shelter – Sekoia (PT), ApalleirA (ESP), Gnration (PT), CRL – Central Elétrica (PT), Binaural Nodar (PT), O Espaço do Tempo (PT).
, Oficina temática
23 de Julho
Oficina — Salão de São Gregório — 15h00 < 19H30
AIXA FIGINI
IMPROVISAÇÃO VOCAL COLETIVA E RITMO COM SINAIS
A cantora, compositora e produtora argentina Aixa Figini convida o público a integrar um coro improvisado, transformando a voz, o ritmo e o corpo em ferramentas de criação coletiva.
Através de jogos, improvisações vocais, percussão corporal e cantos do mundo, os participantes são desafiados a explorar a sua musicalidade num ambiente dinâmico e participativo. A atividade baseia-se no método Ritmo com Sinais, uma linguagem gestual que permite dirigir composições e paisagens sonoras em tempo real. De forma lúdica e criativa, este workshop propõe um espaço de experimentação que desenvolve a escuta, a coordenação e a presença, valorizando o erro como parte do processo e permitindo que cada pessoa descubra o potencial da sua voz em diálogo com o grupo.
Duração: 3 a 4 horas
Público-alvo: Aberto a participantes com ou sem experiência. Adaptável a músicos, cantores, amadores e pessoas interessadas em explorar a sua musicalidade.
Valor: 10 ossos por pessoa
Lotação: 20 participantes
Inscrições aqui
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Aixa Figi
Vídeo
Concerto,
26 de Julho
Concerto — Armazém 75 — 19H00
PAULO MORAIS E KÁTIA SÁ
LUZONORA
Paulo Morais – objectos
Kátia Sá – imagem
Para a ARCA 2026, a dupla SÁMORAIS (Paulo Morais e Kátia Sá) apresenta LUZONORA, a primeira partilha pública de um processo que têm vindo a maturar em contextos informais de improvisação.
Na performance, os artistas reativam e expandem um instrumento-escultura desenvolvido por Paulo Morais em residência na OSSO, e que deu origem à peça OSSO ACASO, explorando a relação entre gesto, escuta e acaso.
O espetáculo agora apresentado estabelece um diálogo imediato entre som e imagem: enquanto os instrumentos eletroacústicos de Morais investigam ressonâncias e texturas, as projeções em tempo real de Kátia Sá manipulam luz, objetos e ótica, criando um campo visual que responde e interage continuamente com os estímulos sonoros.
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Paulo Morais
Kátia Sá
Filme,
19 de Julho
Cinema — Café Fidalgo “Amanhecer” — 16H00
VEREDAS
O projeto VEREDAS apresenta uma sessão dedicada ao cinema colaborativo e comunitário, combinando debate e projeção de filmes.
Assumindo-se como uma mostra itinerante de cinema português, o projeto foi concebido para habitar pequenos lugares, estreitando laços entre criadores e públicos habitualmente afastados destes circuitos. Através de uma seleção abrangente que cruza géneros, escalas de produção e gerações de cineastas, VEREDAS propõe uma leitura descentralizada do cinema nacional, onde cada obra dialoga diretamente com a identidade e o território do local que a acolhe.
O seu objectivo consiste num programa itinerante nacional, cuja identidade se baseia numa rede colaborativa que envolve criadores, produtores, distribuidores e programadores locais.
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Veredas Pelo Cinema