Programa 2026

Menu

A ARCA [Dias Abertos] é o programa de atividades públicas de mediação com a comunidade local. Em 2025, realizou-se pela primeira vez num formato mais condensado: seis dias, na segunda quinzena de julho, dedicados à apresentação de vários projetos desenvolvidos em residência na OSSO. Este modelo reforça a criação de um momento anual mais intensivo e comunitário, sobretudo ao ar livre, num período que favorece o encontro entre públicos locais, nacionais e internacionais.
 

O sucesso da ARCA 2025 levou-nos à decisão de manter este modelo e em 2026 planeamos manter esta modalidade. Desta forma a ARCA 2026 incluirá projecção de filmes e escuta conjunta de música e abertura dos estúdios com apresentações informais à comunidade duma selecção de projetos em residência. Teremos também um pequeno espaço de cozinha focado na partilha comunitária de comida e bebida por parte da comunidade com refeições leves, de carácter local e sazonal, especialmente para estes eventos, preparadas pelo Chef Hugo Brito. Somam-se eventos performativos (concertos, performances, soundwalk) ou expositivos no interior e exterior da OSSO.
Após sete anos a aprofundar a relação entre o nosso programa de residências artísticas e as comunidades locais, acreditamos que a continuidade de um conjunto mais denso de apresentações públicas — mostrando artistas, processos e resultados desenvolvidos na OSSO — fortalece essa ligação. No mesmo mês realizamos também os Labirintos de Verão, uma semana intensiva de oficinas para crianças. As dinâmicas geradas pela proximidade destes dois eventos contribuem para consolidar o nosso papel enquanto agentes culturais no território rural onde atuamos.

Toda a programação será revelada em breve.

ARCA 2026

Close

O projecto editorial da OSSO pretende dar forma a um conjunto de objectos e publicações de diferentes tipologias, desempenhando um papel determinante no contacto entre os artistas e o público. Para este projeto, temos previstas edições de carácter periódico (Jornal da OSSO) e outras não periódicas afetas a projectos mais pontuais (objectos vários, discos, ensaios visuais e escritos). As várias edições constituirão um espólio físico documental das actividades da OSSO, e estão disponíveis para consulta e venda em EDIÇÕES – Osso.


K7

10 de Janeiro

Ricardo Jacinto violoncelo & electronicas
Christoph Weilbach bateria & electronicas

Edição limitada em K7, com Ricardo Jacinto no violoncelo e electrónicas e Christoph Weilbach na bateria e electrónicas.
Encontro profícuo entre dois músicos que operam em esferas aparentemente díspares, mas com chão e interesses comuns nas áreas da improvisação e descoberta de novas possibilidades sonoras dos seus respectivos instrumentos.
A música de “FAROL” tem como farol de inspiração a icônica obra To the Lighthouse, de Virginia Woolf. Nessa próspera demanda, os músicos palmilham esse vasto campo da música electroacústica, alternando entre texturas delicadas e envolventes e passagens de intensa energia, fazendo um uso perspicaz dos seus recursos e técnicas, sempre de forma inventiva e destemida. O resultado é uma miscigenação singular, vibrante e desafiadora.

[SIDE A] WINDOW
1 HER STROKE [0:00]
2 APPROACHING THE LIGHTHOUSE [5:30]
3 A SUNNY ROOM FOR AUGUSTUS
CARMICHAEL [8:28]
4 NO JOY FOR THE FATHER OF EIGHT[10:54]
5 LEERING SIDEWAYS [14:40]

[SIDE B] CANVAS
1 PRINTEMPS [0:00]
2 YOU GONNA BE SEASICK, DARLING [1:39]
3 WHAT BEAUTIFUL BOOTS! [4:32]
4 SALT CELLAR [6:50]
5 CAN’T PAINT, CAN’T WRITE [08:49]
6 NEVER MARRY ANYBODY [11:50]
7 VISION [15:53]

Gravado na OSSO em Março de 2023.
Gravado, editado e mixado por Christoph Weilbach e Ricardo Jacinto.
Masterizado por Manuel Pinheiro.
Design e Artwork por Travassos
Os títulos são inspirados pela obra de Virginia Woolf “To the Lighthouse”, que é também a fonte dos textos cotados.
Preço: 10€

Encomendar: ossocultural@gmail.com

Vinil

14 de Fevereiro

LADO A:
01.ECOS DO ÉTER (para contrabaixo e violinos mecânicos)

LADO B:
02.LAPSO CONTINUUM (para contrabaixo e contrabaixo mecânico)
03.MEMENTO RUMORI (para contrabaixo e fita)

Reconhecido como um criador incansável, Gonçalo Almeida tem explorado diferentes territórios musicais com notável versatilidade — do jazz ao hardcore, passando pelo pós-rock, doom e pela música contemporânea improvisada. Sempre sustentados por um elemento comum  —  o experimentalismo, força motriz que sustenta toda a sua criação artística.  Gonçalo Almeida apresenta agora Ecos do Éter, um novo registo que vem ampliar a sua já vasta paleta artística.

Ao longo do seu percurso, Gonçalo Almeida tem levado o contrabaixo aos limites sónicos, explorando técnicas extensivas, novas formas de amplificação e estratégias inovadoras na busca de timbres e texturas inéditas. Cada disco confirma a sua inquietação criativa e revela um artista positivamente inconformado que, nesta edição, avança ainda mais, para território distintamente novo na sua criação musical.

Em Ecos do Éter, o artista mergulha no universo da música mecanizada, num registo mais plástico e próximo da instalação sonora e da art music. O contrabaixo dialoga com objetos motorizados, mecanismos autónomos e materiais pré-gravados em fita analógica, dando origem a uma narrativa sonora moldada pela relação entre músico, instrumento, dispositivos e som.

O disco reúne três peças — Ecos do Éter, Lapso Continuum e Memento Rumori — que, embora distintas, partilham uma mesma abordagem: a exploração do contrabaixo em interação com dispositivos externos e elementos complementares.  Em Ecos do Éter, dois violinos são ativados por gestos mecânicos imprevisíveis, criando um ambiente sonoro em constante transformação, no qual o contrabaixista intervém com subtileza. Lapso Continuum recorre a motores elétricos aplicados ao corpo do contrabaixo e sensores de luz, produzindo sons mecânicos e graves profundos que desenham uma atmosfera densa e ritualística. Por sua vez, Memento Rumori utiliza materiais pré-gravados e técnicas alternativas, criando paisagens de reminiscência e memória.

São muitos os motivos que despertam a curiosidade para escutar esta obra de fôlego de Gonçalo Almeida. Mais do que um registo musical, trata-se de uma criação que espelha a sua maturidade artística, onde cada peça evidencia a versatilidade do contrabaixista e a sua capacidade de transformar o instrumento num autêntico laboratório de experimentação.

Lançamento brevemente.

EDIÇÕES

Close

A EIRA, plataforma rádio da OSSO criada em 2020, transmite em streaming (eira.osso.pt) e pontualmente em FM 89.6 MHz a partir de São Gregório, cobrindo a aldeia e a região das Caldas da Rainha. As emissões decorrem no estúdio do coletivo OSSO, integrado no seu centro de residências artísticas.
A EIRA afirma-se como um espaço de programação radiofónica experimental, laboratorial e comunitária, apoiando práticas de criação, mediação e investigação ligadas ao rádio e às suas formas contemporâneas. A programação inclui música ao vivo, conversas com habitantes da região, oficinas e projetos de artistas e investigadores convidados, sendo complementada pelo Arquivo Sonoro da OSSO (OSSA).
Entre 2020 e 2025 realizaram-se 15 edições. Em 2025, a EIRA passou a ter uma transmissão anual ao vivo entre meados de novembro e dezembro, acompanhada por uma nova plataforma online que integra streaming, podcasts e playlists.
 

Durante este período de emissão, a OSSO acolhe residências artísticas dedicadas à criação e transmissão de peças sonoras originais, modelo que continuará em 2026, combinando projetos pré‑gravados e emissões ao vivo.
No âmbito da colaboração contínua com a organização Soundcamp e o projeto REVEIL, a OSSO foi convidada a integrar uma candidatura à Creative Europe para o projeto BEING HEARD, que reúne várias estruturas europeias de rádio experimental e comunitária. O objetivo é expandir o conceito de “comunhão acústica” através da integração de sons ambientais ao vivo e da escuta como forma de relação com diferentes ecologias humanas e não humanas. A OSSO propõe acolher duas residências de parceiros desta rede.
Para sustentar estas parcerias e a evolução da programação, a OSSO prevê em 2026 reforçar a sua infraestrutura técnica, consolidando o novo interface online da EIRA e criando um sistema de escuta multicanal alinhado com o seu foco experimental.
 
Todo o programa será divulgado muito em breve.

RÁDIO EIRA

Close

Para o ano de 2026, prevê-se a circulação de vários projectos de criação do colectivo OSSO e dos seus membros, bem como de co‑produções desenvolvidas em parceria com outras entidades. Ao longo deste ano, estarão em digressão, em território nacional e internacional, os seguintes projectos: Escola dos Labirintos, Dois dias para além do tempo, Incomplete Open Unit, The Selva, Ricardo Jacinto a solo e o projecto 5pianos+fortes.


Artes perfomativas

10 a 24 de Janeiro

Na sequência do trabalho de composição musical de Ricardo Jacinto para a peça de ópera de câmara contemporânea, promovido pela Terceira Pessoa em colaboração com a OSSO, continuaremos a tour do espectáculo passando por diversos teatros nacionais. 

Depois de ter já sido apresentado no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco; Teatro Municipal da Guarda, Guarda; Teatro José Lúcio da Silva, Leiria; Teatro Municipal de Bragança, Bragança; Teatro Municipal de Vila Real, Vila Real; Teatro Ribeiro Conceição, Lamego; Teatro Sá da Bandeira, Santarém; Teatro Municipal de Ourém, Ourém; Teatro-Cine de Gouveia, Gouveia; em 2026 será apresentado no Auditório Carlos do Carmo, Lagoa; Cine-Teatro São João, Palmela e Teatro-Cine, Torres Vedras.  

“Dois Dias para Além do Tempo”, é um projecto de raiz teatral dirigida por Óscar Silva (Terceira Pessoa) com Direção e Composição Musical de Ricardo Jacinto (OSSO), conjuntamente com um novo ensemble que conta com Angélica Salvi (harpa e electrónica), Pedro Oliveira (percussão e electrónica) e Manuel Pinheiro (sonoplastia).

Este projecto tem por base a obra Ulisses de James Joyce, à luz da disposição estrutural do episódio «O Gado do Sol» ou «O Gado de Hélio ou Hiperíon» (ou 14.º capítulo) de Ulisses, de James Joyce . A estrutura do espetáculo e da música associada segue, de forma geral, o arco formal associado ao processo criativo fazendo referências diretas ao arco da vida (nascer, crescer, morrer), ao arco epopeico (início da viagem, desenvolvimento, regresso a casa).

Auditório Carlos do Carmo, Lagoa
10 de Janeiro, 2026

Cine-Teatro São João, Palmela
17 de Janeiro, 2026

Teatro-Cine, Torres Vedras.  
24 de Janeiro, 2026

+ info

 

 

Oficina

30 a 31 de Janeiro

A ESCOLA DOS LABIRINTOS volta à estrada em 2026 com uma nova criação que conta com Valéria Caboi (dança), João Silva (música), Lucas Resende (cinema de animação) e Ricardo Jacinto (artes plásticas-música)] Oficina-instalação, destinada a crianças dos 6 e os 10 anos, onde pequenos grupos de crianças terão a oportunidade de experimentar um conjunto de atividades onde a música, o desenho, a escultura, o teatro, o som, o vídeo, a rádio ou a arquitetura se articulam em jogos e dispositivos híbridos de criação e fruição coletiva, articuladas com as condições materiais, imateriais, sociais e culturais do contexto de acolhimento.

A apresentação acontece nos dia 30 e 31 de Janeiro no espaço do Arquipélago Centro de artes contemporâneas, São Miguel  (Açores)

NA ESTRADA

Close

Em 2026, a OSSO aprofunda o seu programa de macro-residências artísticas, acolhendo projetos de investigação e criação de médio e longo prazo que se destacam pela profundidade conceptual, pela experimentação material e pela relação crítica com o som, o corpo, o espaço e a imagem. Estas residências oferecem condições de continuidade, permitindo o amadurecimento de processos artísticos complexos e a sua partilha pública em diálogo com a comunidade.
 

A OSSO desenvolve um programa de micro-residências artísticas destinado a apoiar projetos de criação externos, nacionais e internacionais, beneficiando das suas condições de acolhimento e da atmosfera de recolhimento, escuta e concentração que o coletivo tem vindo a cultivar. De carácter transdisciplinar, estas residências acolhem práticas que cruzam música, performance, teatro, dança, artes sonoras e visuais, arquivo e investigação artística. Os períodos de residência privilegiam processos de pesquisa, experimentação e desenvolvimento criativo, oferecendo tempo e espaço para aprofundar práticas, testar ideias e explorar novas linguagens. Em alguns casos, os projetos culminam em apresentações públicas no âmbito da programação da ARCA [Dias Abertos], reforçando a ligação da OSSO à comunidade local.


Micro

5 a 12 de Janeiro

A residência propõe a exploração da transdução da chama em som, utilizando velas como uma notação efémera, lida apenas uma vez. O fogo ativa e simultaneamente destrói a peça, colocando o tempo e a temporalidade no centro da investigação. O trabalho cruza objetos técnicos com diferentes resoluções temporais — vela e computador — para explorar como distintos tempos constroem peças visuais e sonoras.

Mafalda Costa (Porto, 1996), é artista plástica.
A sua prática desenvolve-se de forma experimental partindo das investigações sobre as plantas, os sonhos, a mitologia e os objetos mágicos. Licenciada em Artes Plásticas, pela ESAD, nas Caldas da Rainha. O seu trabalho explora o ritual e evoca as práticas espirituais e artesanais através do desenho, da escultura e da instalação.

+ info

Marcelo Reis (Porto, 1993),  é artista plástico e produtor musical.
Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e recentemente doutorando em Artes Plásticas na FBAUP. O seu corpo de trabalho foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta. Este trabalho é apresentado em formatos como instalação, som e imagem impressa.

+ info

Micro

2 a 9 de Fevereiro

Samuel Gapp + João Ghira — Artigo Indefinível

Obra performativa em desenvolvimento que investiga a interdependência entre movimento, som e escultura em contexto interativo e site-specific. Através da manipulação de estruturas têxteis e da ativação do espaço por intérpretes e público, o projeto cria fenómenos plásticos e sonoros em constante transformação, abordando também questões sociais, ontológicas e filosóficas. A residência aprofunda a relação entre corpo, objeto e som, com a participação da bailarina Inês Zinho e músicos convidados.

Samuel Gapp, nascido na Alemanha, tem desenvolvido obras musicais, interdisciplinares e educativas, ligadas à improvisação e à composição escrita. Ativo como pianista e compositor na cena contemporânea, tem colaborado com múltiplos artistas e instituições a nível internacional em iniciativas culturais e educativas. A sua obra tem sido premiada em Portugal nos últimos anos.

João Ghira, nascido em Portugal, tem desenvolvido trabalho na área das artes visuais. A sua prática é alimentada por diferentes áreas de interesse e investigação como a psicologia, a filosofia e a literatura. A criação de objectos não tem sido serial ou estrita a uma única forma de comunicação. O seu trabalho demonstra uma simbiose entre a pintura e escultura, explorando os limites da entidade bidimensional das superfícies.

Foto por Maria Bicker

Micro

16 a 23 de Fevereiro

Hugo Bernardo + Babak Baharestani — YAR

Investigação sonora em torno de instrumentos étnicos e orientais — Oud Otomano, Tanbura Curda e Guembri Gnawa — integrando voz e canto. O projeto cruza tradição e contemporaneidade através de práticas de improvisação, composição e colaboração, incluindo gravação e documentação sonora, com participação de músicos e poetas convidados.

Micro

23 de Fevereiro a 1 de Março

Mariana Dionísio + João Carreiro — REQUIEM

João Carreiro e Mariana Dionísio são dois músicos de predicados excepcionais , cuja afirmação ao longo dos últimos anos tem sido fulgurante. O primeiro, guitarrista, estreou-se em 2022 enquanto líder no disco “Pequenos desastres”, rodeado de talento sério e multigeracional do jazz em Portugal, e a segunda, vocalista, tem vindo a desenhar trajectória plural e inspirada em colaboração com percussionistas, trompetistas e outras vozes também tangentes aos territórios mais remotos do jazz no país.

Juntos, prosseguem nesta residência o interesse mútuo recém-descoberto pela música litúrgica associada a ritos fúnebres, propondo-se explorar um réquiem improvisado, “despido e frágil” porque necessariamente íntimo e mínimo, colocando em cena instinto, sensibilidade e exploração – evocação ad-hoc do temor e da beleza tal como se dignem surgir-lhes. A residência aprofunda os mecanismos de condução, interação e plasticidade sonora da obra.

Macro

2 a 25 de Março

Rita Thomaz – Pigmentos Naturais

Este projeto (iniciado em 2022) entra em 2026 na sua fase conclusiva, dedicada à sistematização, edição e apresentação pública dos resultados de quatro anos de investigação artística. O trabalho centra-se na edição de um livro/documento que reúne processos, arquivos cromáticos, herbário, papéis artesanais e suportes desenvolvidos ao longo do projeto, bem como na realização de uma exposição final que integra o Arquivo de Cores, objetos artísticos e um Livro de Artista. Através da exposição e de momentos de mediação com a comunidade, o projeto afirma a relação entre paisagem, cor e práticas artísticas sustentáveis, encerrando o ciclo de investigação com uma partilha reflexiva e pública.

Micro

9 a 14 de Março

Ensemble of Other Living Beings

O Ensemble of Other Living Beings é a formalização de um coletivo que reúne pessoas que colaboram, há mais de uma década, de forma espontânea e contínua. Através da ligação entre diferentes trajetórias musicais, o ensemble pretende promover práticas colaborativas e horizontais, utilizando a música como um exercício de liberdade e como instrumento para fomentar a experimentação artística e práticas comunitárias.
O projeto apoia-se no cruzamento de diferentes referências: desde as tradperições folclóricas, à produção contemporânea em coletivos como a Association for the Advancement of Creative Musicians, impulsionada por Muhal Richard Abrams.
Além disso, dialoga com o pensamento filosófico sobre a interação orgânica com o mundo (Emanuele Coccia, Bruno Latour e Donna Haraway) e inspira-se no potencial libertador da imaginação (Sun Ra e Ursula K. Le Guin).

Macro

26 a 29 de Março

Ricardo Jacinto “Incomplete Open Unit”

Ensemble dedicado à investigação da relação entre sistema, espaço e som, articulando composição e improvisação estruturada. Inspirado nos princípios conceptuais de Sol LeWitt, o grupo desenvolve obras a partir de sistemas e diagramas que definem regras abertas de interação. A sua prática musical, descrita como “música tectónica”, organiza-se em camadas sonoras que se deslocam, colidem e se reorganizam, explorando texturas, ressonâncias, espacialização e processos prolongados de evolução tímbrica. O trabalho é desenvolvido em residência, a partir do mapeamento da arquitetura aural dos espaços, resultando em performances de longa duração, próximas de instalações sonoras performativas, onde o público pode circular livremente.

Micro

30 de Março a 5 de Abril

Teatro Do Silêncio “As Montanhas Azuis Estão Sempre A Caminhar”

Residência integrada no desenvolvimento desta peça performativa sem palavra, que cruza movimento e som num ambiente imersivo. O trabalho explora padrões rítmicos e pequenas variações que geram formas em transformação contínua, aprofundando figurinos-instrumento e sonoplastia, com estreia prevista para 2026.

+ info

Macro

6 a 12 de Abril

Lucas Resende — TRUZ TRUZ

Curta-metragem de animação que aborda, de forma poética e simbólica, a construção da identidade e o questionamento dos modelos binários de gênero. Através de uma narrativa sensorial e sem diálogos, o filme acompanha Lilo e a metáfora de uma porta vermelha como espaço interior íntimo e por explorar. Entre romance, perda e transformação, TRUZ TRUZ propõe uma visão da identidade como plural, fluida e em constante construção, recusando definições fixas.

Residências

Close

Baseada num modelo informal de raiz artística e destinada a crianças entre os 6 e os 12 anos, a Escola dos Labirintos propõe um conjunto diversificado de actividades oficinais que têm por base a relação entre um grupo de artistas convidados, a equipa de monitores-artistas da OSSO e as condições físicas, sociais e culturais do território rural onde estamos sediados. Estas actividades acontecem com regularidade no nosso espaço na aldeia e visam desenvolver a imaginação e capacidades projectuais das crianças através de um modelo híbrido entre aprendizagem autónoma e acompanhada, onde a exploração de diferentes técnicas, linguagens e práticas artísticas está atenta ao seu potencial de transversalidade disciplinar, bem como ao seu impacto social e ecológico, focando a educação cívica e ambiental das crianças.

A Escola dos Labirintos tem actividades regulares ao longo do ano e estrutura-se em dois eixos principais: as Oficinas Temáticas, orientadas por artistas convidados, quer para público geral como para a EB1 de São Gregório, e as Oficinas Abertas onde, através de um acesso autónomo e gratuito ao espaço oficinal da OSSO, as crianças poderão desenvolver pequenos projectos que espelhem e ampliem os seus interesses e curiosidade.


Oficina temática

9 a 10 de Janeiro

A Lenda do Fogo é uma oficina de criação colaborativa onde vamos pensar e desenhar o nosso primeiro contacto com o fogo. O que é e de onde vem? Existem alternativas à história que já conhecemos? Em conjunto, vamos criar uma nova narrativa e contá-la através de um teatro de sombras. Os elementos e personagens são recortados em cartolina e, por sua vez, projetados. Pretendemos assim questionar a chegada e impacto do fogo no nosso dia a dia.

Mafalda Costa (Porto, 1996), é artista plástica.
A sua prática desenvolve-se de forma experimental partindo das investigações sobre as plantas, os sonhos, a mitologia e os objetos mágicos. Licenciada em Artes Plásticas, pela ESAD, nas Caldas da Rainha. O seu trabalho explora o ritual e evoca as práticas espirituais e artesanais através do desenho, da escultura e da instalação.

Marcelo Reis (Porto, 1993),  é artista plástico e produtor musical.
Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e recentemente doutorando em Artes Plásticas na FBAUP. O seu corpo de trabalho foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta. Este trabalho é apresentado em formatos como instalação, som e imagem impressa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficina Aberta

16 de Janeiro a 29 de Maio

As Oficinas Abertas, orientadas por artistas‑residentes convidados da Escola dos Labirintos, oferecem às crianças um espaço de experimentação tecnológica e artística. Realizam‑se três dias por mês, com duas sessões cada. Após a expansão, em 2025, das diferentes estações de trabalho — impressão 3D e corte a laser, madeira, desenho, rádio e multimédia, serigrafia e gravura, têxteis e biblioteca — o objetivo para 2026 é consolidar a sua utilização por crianças e artistas‑residentes.

Realizadas nos ateliers da OSSO, estas oficinas proporcionam um ambiente que estimula projetos nascidos dos interesses das crianças, permitindo-lhes explorar técnicas diversas, da experimentação sonora ao movimento, animação, carpintaria ou fabricação digital.
Promovemos uma abordagem aberta e processual, incentivando a exploração individual ou coletiva. Os projetos podem estender‑se ao longo de várias sessões, acompanhando o ritmo de descoberta de cada participante e dando forma às ideias à medida que surgem.

No primeiro ciclo de atividades estas oficinas são asseguradas pelos artistas residentes: Lucas Resende, André Reine e Paulo Luís.

Próximas datas:

JANEIRO: 16 e 23 (com Lucas Resende, Valéria Caboi e João Silva)

FEVEREIRO: 13, 20 e 27
MARÇO: 13, 20 e 27
ABRIL: 24
MAIO: 15, 22 e 29

—————————————————-

Inscrição: osso.equipa@gmail.com
Lotação máxima: 15 participantes em simultâneo.
Sugere-se uma contribuição de 5€ por dia

Oficina temática

6 a 7 de Fevereiro

O movimento dos pequenos objetos de brincar

Nesta oficina, cada criança cria o seu boneco de madeira que dá cambalhotas sobre si mesmo. A partir de um kit base com peças já preparadas e outras prontas para serem serradas, lixadas , as crianças desenham e pintam diretamente na madeira, dando forma à sua personagem antes de a montar. A experiência une a expressão artística ao princípio físico do movimento, despertando curiosidade e encanto pelo objeto feito à mão.

Maria Terra é artista, mediadora cultural e professora de Artes e Manualidades. Trabalha com crianças dos 6 aos 12 anos em contextos de educação artística sustentável. O seu trabalho cruza arte, natureza e ofício, explorando o movimento e a poesia dos brinquedos feitos à mão.

→ Área: Carpintaria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficina temática

6 a 7 de Março

Criação de Imagens com Inteligência Artificial

Oficina que pretende familiarizar as crianças para o fascinante universo da criação de imagens através do uso de ferramentas de inteligência artificial. Vamos mergulhar neste novo mundo, perceber como funciona e decifrar que raio de coisa é um “prompt” — essa pequena sequência de palavras capaz de dar vida às nossas ideias e abrir portas para mundos inteiros.

É uma viagem ao futuro, e ao agora. Um portal aberto para inovadoras formas de expressão e de descoberta, onde surgem novas possibilidades lúdicas de aprender e estimular a criatividade. Cada participante terá a oportunidade de transformar pensamentos em imagens e de compreender este novo idioma criativo que está a transformar a forma como criamos. Ao longo da atividade, vamos gerar imagens que podem ser belas, fantásticas ou simplesmente divertidas — porque aqui quase não existem limites. Tudo o que imaginarmos pode ganhar forma; a única fronteira é mesmo a nossa imaginação.

Travassos é designer, artista visual, músico, editor e curador. Licenciado em Design pela Universidade de Aveiro, desenvolveu um percurso marcado por colaborações com instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest, MAAT, CCB, Fundação de Serralves, Trienal de Arquitectura de Lisboa, Casa da Música, Jornal Público, RTP e Universidade Nova, entre outras. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com diversos prémios, entre os quais se destacam “Ciudades Futuras” do BCD – Barcelona Centro de Diseño, CPD – Centro Português de Design e o Concurso Jovens Criadores.

Área: Desenho Digital

Oficina temática

17 a 18 de Abril

João Godinho e Graça Santos “destruição-criação”

Em Dezembro de 2022, depois de duas cheias consecutivas em Lisboa, um espólio de família composto por imagens fotográficas em formato diapositivo ficou submerso no lodo durante algumas semanas. Quando recuperados os diapositivos, as imagens tinham desaparecido total ou parcialmente. O que fazemos com estas imagens agora? A destruição criou outras imagens? O que é afinal a “destruição enquanto criação”? Nestas oficinas iremos explorar este conceito através da técnica de colagem manual.

Graça Santos
Graça Santos estudou artes plásticas na FBAUL e na ESAD de Caldas da Rainha, tendo-se especializado na técnica de colagem manual, com a qual trabalha desde 2003. Pós-graduada em Ilustração e Narrativa Visual.

João Godinho
João Godinho tem o Curso de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, e é autor e locutor de programas de rádio na Antena 2 desde 2019 (Fora de Formato, Pausa para Dançar, Quem canta assim).

Área: Colagens

Oficina temática

8 a 9 de Maio

Basile “Oficina de Clown – Arte de Palhaço”

Nesta oficina partimos dos jogos teatrais de improvisação e da arte do palhaço para explorar o corpo, as emoções e a criatividade. Entre dinâmicas em pares e momentos de grupo, trabalhamos confiança, escuta, linguagem não verbal e auto-conhecimento através do brincar. No processo, descobrimos como o erro pode ser ponto de partida e como o riso abre caminho à presença e à empatia. Efeitos colaterais esperados: diversão.

Francês radicado em Portugal desde 2001, formou-se em teatro, artes circenses e na arte do palhaço, tendo estudado na ESTC, no Evoé e na Escola da Máscara e Comédia dell’Arte, além de várias masterclasses internacionais. Cofundador da associação Usina, levou teatro-fórum a mais de cem escolas e recebeu o prémio de Melhor Contador de Histórias do Inatel. Ator em cinema, televisão e publicidade, desenvolveu projetos de animação para diversas marcas e municípios. Desde 2011 integra a Operação Nariz Vermelho como “Enfermeiro Champignon”. Orador motivacional na área do Respeito Global, encontra na natureza, no badminton e na música o equilíbrio que atravessa o seu trabalho.

Área: Teatro

Oficina temática

2 a 3 de Outubro

Éditions Je ne sais quoi “Encadernação infinita + Observar, recolher, gravar e colar”

A oficina de Encadernação infinita ensina os participantes a encadernarem os seus próprios cadernos de uma forma intuitiva e simples. Tão simples, que no final serão autónomos para ensinar a qualquer pessoa a fazerem os seus próprios cadernos. Depois de encadernar, o desafio Observar, recolher, gravar e colar desafia os participantes a procurarem elementos presentes no exterior da OSSO, para em seguida utilizá-los como matrizes de gravura que serão recortadas e compostas nas capas dos cadernos realizados na primeira parte da oficina.

O projeto editorial Éditions n’importe quoi surgiu em Montpellier, em 2019, fundado por Kevin Claro e Laura Figueiras. Em 2021 juntou-se Tomé Figueiras Claro e, nesse mesmo ano, a gráfica GRACAL, nas Caldas da Rainha, alberga-nos e torna-se a nossa principal fonte de matéria-prima. O projeto propõe construir livros e cadernos maioritariamente a partir de materiais reutilizados, desmistificando a ideia de que fazer publicações é difícil ou dispendioso, e valorizando o conteúdo e a criatividade de quem os utiliza. Desde 2019, editámos 30 publicações, construímos várias centenas de diários gráficos e participámos em projetos com escolas e instituições culturais, mantendo sempre uma abordagem experimental, acessível e sustentável.

Área: Encadernação + Gravura

Oficina temática

6 a 7 de Novembro

Mana Terra “Laboratório experimental têxtil”

Nesta oficina, as crianças são convidadas a explorar o universo da costura e dos têxteis através da experimentação, do toque e da brincadeira. A partir de uma breve introdução aos materiais, tecidos e técnicas manuais, o grupo é desafiado a descobrir as infinitas possibilidades criativas do trabalho têxtil. Entre explorações táteis e exercícios de composição livre, os materiais ganham forma em diálogo com o corpo, abrindo espaço à imaginação, à criação e à construção de pequenos mundos mágicos.

Susana Santos (Mana Terra) é designer têxtil, figurinista e pesquisadora independente do Porto. Em 2019 fundou o estúdio Mana Terra, um laboratório experimental e autodidata de práticas têxteis e criação artística. Colaborou com o projeto Xalabas, orientando formações de costura para a comunidade da Achada Grande Frente, e trabalhou com a marca Marques’Almeida entre 2020 e 2022, desenvolvendo colaborações de bolsas e acessórios. O seu trabalho cruza design têxtil, figurino, performance e pesquisa artística, com uma abordagem sensorial e artesanal.

Área: Texteis

Oficina temática

4 a 5 de Dezembro

Nuno Alves “Efeitos Especiais Sonoros para Filmes”

Como podemos imitar o som do mar? Será que um objeto de cozinha pode ser um instrumento?

Neste workshop, os participantes têm a oportunidade de replicar e inventar sons usando instrumentos próprios, objetos menos convencionais e dispositivos eletrónicos. Neste workshop exploramos como podemos dar novos significados a imagens em movimento através do som, desvendando algumas técnicas usadas nos nossos filmes-concertos.
Uma atividade para todas as idades, que não requer conhecimento musical prévio.

Programador cultural desde 1993, fundador do Festival de Paredes de Coura, do Space Festival e do Canal180. Diretor artístico do Space Ensemble, com vasta criação de filmes-concerto apresentados regularmente nas principais salas do país. Fundador e diretor da Escola do Rock de Paredes de Coura (desde 2014), distinguida pela Universidade do Minho. Tem desenvolvido e dirigido múltiplos projetos comunitários e educativos em várias regiões do país. Formado em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade de Coimbra, com larga experiência em coordenação de equipas e desenvolvimento de projetos de software.

Área: Som

Escola dos Labirintos

Close

A OSSO é uma estrutura colectiva que desde 2012, tem vindo a desenvolver a sua actividade em torno do apoio à criação, programação e formação artística, predominantemente transdisciplinar, em colaboração com outros artistas e colectivos, suportada por parcerias públicas e privadas. Os seus projectos, de cariz experimental, procuram explorar práticas artísticas em articulação com um pensamento crítico, estético e político que contemple a especificidade dos contextos e territórios nos quais se inserem.

Depois de ter estado na Fundição de Oeiras (2012–15) e na sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa (2016–17), em 2018 a OSSO mudou-se para um novo espaço na aldeia de São Gregório, Caldas da Rainha, inaugurando um espaço para Residências Artísticas, compreendendo o acolhimento de projectos e artistas associados ou outros convidados. Este espaço é o centro de um conjunto de actividades nas áreas da criação, formação e programação artística em articulação com parceiros locais, nacionais e internacionais, sempre atento à comunidade e território rural onde se insere, e ao potencial impacto dos seus projectos em outras geografias e comunidades mais distantes.

A OSSO pretende deste modo ser um ponto de encontro entre artistas, fomentando o estabelecimento de redes nacionais e internacionais de estruturas e artistas congéneres, dialogando activamente com a comunidade local e perspectivando sempre a contínua construção e manutenção de um Lugar onde os processos de criação artística são as fundações de um projecto social, político e ecológico de raiz comunitária.

Desde a sua constituição a OSSO tem mantido um arquivo detalhado dos seus diversos projectos que pode ser acedido em www.arquivo.osso.pt.

Direcção Gestão: Rita Thomaz
Direcção Artística: Ricardo Jacinto
Direcção Técnica: Suse Ribeiro
Produção: Beatriz Sousa e Rui Chaves
Design e Comunicação: Travassos
Documentação: João Quirino
Técnico Audiovisual: Lourenço Ribeiro
Oficina de fabricação: Andreas Reine e Paulo Luís
Escola dos Labirintos [Oficinas abertas]: João Silva, Lucas Resende, Madalena Matoso, Rita Olivença e Valeria Caboi
 

Estrutura financiada por:

Osso

Close