Programa 2026

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A ARCA está de volta: os Dias Abertos da OSSO regressam na segunda quinzena de julho com cerca de vinte atividades que incluem concertos, filmes, performances, instalações, culinária, um soundwalk e uma oficina. A programação mantém uma ligação umbilical  ao programa de residências artísticas, abrindo as portas ao público para partilhar processos criativos e trabalhos desenvolvidos ao longo do ano, priorizando sempre a mediação com a comunidade e o território onde estamos inseridos.
As atividades decorrem sobretudo no espaço da OSSO, estendendo-se também a outros locais emblemáticos da Aldeia de São Gregório, nomeadamente o Salão de São Gregório, o Armazém 75 e o Café O Fidalgo. O evento inclui ainda um espaço de cozinha dedicado à partilha comunitária de refeições leves, locais e sazonais, preparadas por cozinheiros convidados.
Acreditamos que a aposta num programa mais denso, com actividades ao ar livre e distribuído pela aldeia, propicia um momento anual de partilha intensiva que aproxima os públicos local, nacional e internacional. As dinâmicas e sinergias resultantes deste evento não só fortalecem a vida cultural da região, como afirmam a relevância da associação no desenvolvimento deste território rural.

Lotação Limitada
Entradas: 6 Ossos / Dia
→ Inscrições Gerais aqui 
 

Programa
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SEXTA 17 JULHO
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MAFALDA COSTA & MARCELO REIS VESTÍGIOS DA FURNA
JOÃO SILVA & ANDRÉ HENCLEEDAY SUCURI
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SÁBADO 18 JULHO
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SARA MARQUES & SANTIAGO TRICOT HOLDING LISTENING
JUJU BENTO O PULMÃO DE LUSTRE
JANTAR COMUNITÁRIO HUGO BRITO
OMNISPECTRUM JORGE QUINTELA, HENRIQUE FERNANDES & INTI GALHARDO
HARPOEMACTO ANGELICA SALVI & NUNO MARQUES PINTO
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DOMINGO  19 JULHO
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JUJU BENTO O PULMÃO DE LUSTRE
VEREDAS
HIRUNDO HISTÓRIAS SEM FRONTEIRAS
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QUINTA 23 JULHO
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AIXA FIGINI IMPROVISAÇÃO VOCAL COLETIVA E RITMO COM SINAIS
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SEXTA 24 JULHO
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VOZES EM IMPROVISAÇÃO COLECTIVA AIXA FIGINI E PARTICIPANTES DA OFICINA
GONÇALO ALMEIDA RESONANT DEBRIS
@C & VISIOPHONE
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SÁBADO 25 JULHO
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HUGO BERNARDO & BABAK  & RADIN BARAHESTANI NÛR
MARIANA FERNANDES DEBAIXO DA TERRA
SAMUEL GAPP & JOÃO GHIRA ARTIGO INDEFINÍVEL
MARIANA DIONÍSIO, JOÃO CARREIRO & LUCAS XERXES REQUIEM
JANTAR COMUNITÁRIO GABRIELA SILVA
ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS
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DOMINGO 26 JULHO
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SAMUEL GAPP & JOÃO GHIRA ARTIGO INDEFINÍVEL
HUGO BERNARDO & BABAK & RADIN BARAHESTANI LITANIA DO AR
CINECLUBE .CR
PAULO MORAIS & KÁTIA SÁ LUZONORA


Concerto,

17 de Julho

Concerto — Eira — 21H
JOÃO SILVA & ANDRÉ HENCLEEDAY
SUCURI

André Hencleeday – Percussão
João Silva – Trompete

Em 2021, o trompetista, professor e investigador João Silva, juntou os seu saberes ao performer e compositor André Hencleeday para desenvolver ZYKLVS — um duo de música concreta instrumental onde ambos exploram objetos e dispositivos não convencionais num ambiente performativo multidisciplinar orientado para uma escuta ativa e imersiva.

Dessa colaboração emerge agora SUCURI, um novo território onde as composições se tornam rituais sonoros que equilibram ordem e caos, estrutura e espontaneidade. A dupla convida o público a atravessar um espaço em que os limites entre composição e improvisação se dissolvem e o som se revela como matéria pura.

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SUCURI
Video

, , Artes perfomativas

18 a 19 de Julho

18 Jul  — Performance — Adega — 19H15
19 Jul — Instalação — Adega — 11H00 < 15H
JUJU BENTO
O PULMÃO DE LUSTREJuju Bento integrou as residências de longa duração da OSSO em 2025 com o projeto transdisciplinar “O Pulmão de Lustre”, no qual articulou práticas artísticas e sensoriais para investigar a pergunta “Como é a luz comum?”. A pesquisa explorou a relação entre ar, luz e corpo, bem como a presença da noite na luz popular, resultando numa estrutura sensível desenvolvida em torno do território de São Gregório.

O Pulmão de Lustre” apresenta‑se na Arca como instalação performativa, combinando som, escultura e imagem numa coreografia visual e sonora, oferecendo um ambiente imersivo ancorado no gesto e na sensibilidade.
O processo culmina com a edição de um livro tátil e portátil — a apresentar durante o evento — que reflecte o vocabulário visual e material do projecto.

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Juju Bento
Video

“A presença de Juju Bento é apoiada por The Swedish Arts Grants Committee”

Culinária,

18 de Julho

Culinária — Salão de São Gregório  — 20H00
JANTAR COMUNITÁRIO
HUGO BRITO

Figura de referência nos Dias Abertos da OSSO, o chef Hugo Brito é hoje uma presença indispensável nos jantares comunitários da casa.
Com uma técnica apurada e um gosto refinado, faz sempre questão de privilegiar os produtos locais para criar os seus deliciosos cozinhados — e quem já teve o privilégio de os provar sabe perfeitamente do que falamos.

Hugo Brito, ex-chef e proprietário do restaurante Boi-Cavalo, formou-se em Sociologia e Artes Plásticas antes de se fixar na gastronomia, somando passagens pelo 100 Maneiras ou Delidelux.

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Concerto,

18 de Julho

Concerto — Salão de São Gregório — 21H30
OMNISPECTRUM
JORGE QUINTELA, HENRIQUE FERNANDES & INTI GALHARDO

Orquestrado pela Associação Cultural Portuense Sonoscopia e pelas visões de Jorge Quintela, Henrique Fernandes e Inti Galhardo, Omnispectrum ergue‑se como uma performance que convoca a memória de territórios onde vida e morte se tocam. Inspirada pelo animismo, a obra apresenta um dispositivo performativo inteiramente analógico, no qual paisagens fílmicas, manipulação sonora em tempo real e gestos corporais se entrelaçam para abrir um espaço de ritualidade. Nesse encontro, corpo, ruína e paisagem tensionam-se, revelando dimensões do invisível em que o efémero ganha presença e o silêncio se torna matéria. Com registos fílmicos do deserto de Atacama (Chile), território do povo Chinchorro, a obra articula memória ancestral, ecologia e espiritualidade, desvelando a teia de relações que une o humano à natureza.

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Sonoscopia
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Coprodução: Lisboa Soa, Space Festival, Bando à Parte, Ceis8, ÁNCORA Coop

Concerto,

18 de Julho

Concerto — Sala do Piano — 22H45
HARPOEMACTO
ANGELICA SALVI & NUNO MARQUES PINTO
HARP’OEMAS

Angélica Salvi – Harpa
Nuno Marques Pinto – Voz, Poemas

Nuno Marques Pinto e Angélica Salvi apresentam HARP’OEMAS, um projeto que cruza poesia, música e performance na criação de um corpo interdisciplinar, em harmonia mas ao mesmo tempo em estremecimento, potenciando uma cisão. A harpa evoca assim uma atmosfera insólita onde a experimentação tem o seu lugar primordial ao explorar novos territórios. A voz existe também como instrumento performativo procurando estabelecer uma ligação não só com a harpa, mas também com o público na forma de ritual.

Tal como os próprios descrevem:
O encontro entre uma Harpa e uma Voz,
a criação de uma nova língua,
escavar Buracos em toda a parte,
um rodopiar de cabeças
um tiro no escuro acidentado do assombro.
HARPO MARX EM VERSÃO OPERÁTICA.

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Harpo Acto
Vídeo
Vídeo

Filme,

19 de Julho

Cinema — Café Fidalgo “Amanhecer” — 16H00
HIRUNDO
HISTÓRIAS SEM FRONTEIRAS

A Associação para o Pensamento Crítico, Cultura e Desenvolvimento – Hirundo apresenta na Arca o projeto “Histórias sem Fronteiras”, uma iniciativa educativa que utiliza o cinema de animação como ferramenta pedagógica e inclusiva, promovendo o desenvolvimento pessoal e social dos participantes, sobretudo jovens migrantes. Através de uma abordagem prática e interdisciplinar, os envolvidos criam curtas‑metragens baseadas em histórias reais, num ambiente colaborativo.

Assente no learning by doing, o projeto responde aos desafios de integração associados à diversidade cultural, linguística e social, envolvendo os participantes em todas as fases do processo criativo e desenvolvendo competências técnicas, artísticas e socioemocionais.

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Hirundo
Vídeo

Financiadores: Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação “la Caixa” através da iniciativa PARTIS & Art for Change
Parceiros: Cola Anima; Centro de Formação Maia Trofa, Câmara Municipal da Maia

Concerto,

24 de Julho

Concerto — Pátio Osso — 18h00
VOZES EM IMPROVISAÇÃO COLECTIVA
AIXA FIGINI E PARTICIPANTES DA OFICINA

Os resultados da oficina de improvisação vocal coletiva e Ritmo com Sinais, orientada por Aixa Figini, são apresentados publicamente numa sessão descontraída no pátio da OSSO.
O público poderá assistir à materialização deste trabalho coletivo, onde o grupo utiliza a voz, o corpo e a percussão para estruturar composições musicais, assentes no diálogo improvisado, na escuta mútua e na coordenação espontânea.

Concerto,

24 de Julho

Concerto — Sala do piano — 19h00
GONÇALO ALMEIDA
RESONANT DEBRIS

Gonçalo Almeida – Contrabaixo preparado e Gira-discos

Resonant Debris é o mais recente solo de Gonçalo Almeida que explora o contrabaixo amplificado e preparado em diálogo com gira-discos manipulados. Através de repetição, textura e ressonância, surgem drones profundos, harmónicos subtis, ruídos mecânicos e ritmos fragmentados da fricção entre madeira, metal, vinil e agulha. A amplificação expõe detalhes ocultos e expande a ressonância do instrumento, enquanto os gira-discos adicionam loops, saltos e ruído de superfície como material composicional. Um sistema de luz interativo reage ao som, convertendo a música em atmosfera e movimento.

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Gonçalo Almeida

Concerto,

24 de Julho

Concerto — Eira — 21h00
@C & VISIOPHONE

Pedro Tudela & Miguel Carvalhais – Computadores e Som
Rodrigo Carvalho – Computador, Luzes e Visuais

O duo @c, constituído por Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, que tem desenvolvido ao longo de 25 anos uma prática marcada pela experimentação rigorosa com som computacional, materializada em centenas de performances, edições e instalações.

Nesta ocasião, juntam-se ao artista Rodrigo Carvalho (Visiophone, integrante do coletivo Openfield Creativelab e do projeto Boris Chimp 504) para apresentar 30×N, uma performance audiovisual com um sistema modular e três performers que interagem numa composição generativa com som, luzes e visuais. 30×N explora a utilização de computadores como agentes e parceiros criativos, com cada performance a emergir do encontro entre as máquinas e os performers.

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30xN
Video

Concerto,

25 de Julho

Performance — Salão São Gregório — 17H00
HUGO BERNARDO & BABAK BARAHESTANI & RADIN BARAHESTANI
NÛR

Hugo Bernardo – Voz, Tanbura e Metalofones
Babak Baharestani – Setar e Voz
Radin Baharestani -Teclados

Nûr (luz) é um projeto sonoro‑visual que reúne Babak e Radin Baharestani em colaboração com Hugo Bernardo. A proposta estabelece um diálogo entre o radif persa, a tambura ritual, a cintilação percussiva do metal e a cadência da voz, revelando a herança e o cruzamento de diferentes trajetórias num mesmo encontro improvisado.

Estruturada em oito andamentos, a performance articula improvisação e composição coreografada, aproximando‑se o universo modal do Dastgāh. A exploração de cordofones tradicionais, metalofones percussivos, som sintetizado e canto desencadeiam uma ação que se desenvolve num território sensorial indizível.

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Hugo Bernardo
Babak Baharestani

Concerto,

25 de Julho

Concerto —  Sala Piano — 19H00
MARIANA DIONÍSIO, JOÃO CARREIRO & LUCAS XERXES
REQUIEM

João Carreiro – Guitarra
Mariana Dionísio – Voz e electrónicas
Lucas Xerxes – Guitarra e electrónicas

Projecto concebido por Mariana Dionísio e João Carreiro que se debruça sobre o emblemático texto de uma missa fúnebre, no seu original em latim, para repensar o formato de um Requiem.
Nesta apresentação, contam com a participação do artista Lucas Xerxes na construção de instrumentos electrónicos.

REQUIEM revela-se como uma forma plástica e adaptável, ajustando‑se a diferentes colaborações e contextos para homenagear diversas causas e culturas. Embora enraizado na tradição musical sacra, integra a espontaneidade da música improvisada, recorrendo a conduções de grupo que tornam cada apresentação única e distante dos processos de composição típica do género.
Assente num material aberto e exploratório, o projeto procura equilibrar temor e beleza numa evocação que se oferece como homenagem em contínua transformação.

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João Carreiro
Mariana Dionísio
Lucas Xerxes

Culinária,

25 de Julho

Culinária  — OSSO — 20H00
JANTAR COMUNITÁRIO
GABRIELA SILVA

Gabriela Silva é de São Gregório, e foi das primeiras pessoas da aldeia a abrir as portas à OSSO e, com ela, trouxe uma aldeia inteira.

É também a guardiã de um pequeno museu habitado por objectos antigos pertencentes à história da aldeia, que foi recolhendo ao longo dos anos. Nele encontramos vestuário, instrumentos diversos e alfaias, memórias da vida numa aldeia que teima em não cair no esquecimento. Cozinha também em festas e encontros, com a generosidade de quem aprendeu que alimentar os outros é uma forma de cuidar do mundo.

Quando a OSSO chegou a São Gregório, ela veio ter connosco, saber o que se passava e trouxe gente consigo. Esta noite é ela que cozinha para todos.

, Artes perfomativas

25 de Junho

Performance — Eira —  21h30
MARIANA FERNANDES
DEBAIXO DA TERRA

Durante a residência na OSSO, Mariana Fernandes integrou o território no seu processo criativo, mapeando a paisagem através do contacto direto com formas, materiais, cheiros e texturas da terra e deixando que essas impressões se tornassem matéria de composição. Inspirada pelas tradições e morfologias locais, transpôs essa experiência para as suas peças cerâmicas numa abordagem context‑specific que articulou lugar e prática artística.

O designio final do projeto consiste no ritual de enterrar os objetos criados por si e pelos seus convidados locais, para que um dia possam ser redescobertos e despertar mistério sobre a história deste lugar. Cada peça é integrada na paisagem através de uma cerimónia performativa, num ato que homenageia o território e as pessoas que o habitam. Enterram‑se fragmentos de tempo — uma verdadeira arqueologia do futuro — onde o ato fúnebre abre a possibilidade de uma vida eterna e de um diálogo infinito com o que ainda virá.

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Mariana Fernandes

Concerto,

25 de Julho

Concerto — Eira — 21H30
ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS

João Almeida e Yaw Tembe – trompete e direcção artística
João Pereira – bateria
Carlos Godinho – percussão e electrónica
Álvaro Rosso e Bernardo Álvares – contrabaixo
Joana Guerra e Helena Espvall – violoncelo e voz
Norberto Lobo – guitarra eléctrica
Bernardo Tinoco – saxofones
Teresa Costa – flauta
Leonor Cabrita – voz e piano
Raquel Lima – voz

O Ensemble of Other Living Beings é um organismo que reúne criadores de diferentes contextos, com o intuito de experimentar novas formas de produção e repensar ativamente as estruturas da imaginação coletiva através do som. É uma orquestra em expansão, aberta à contaminação entre diversas formas de expressão e às relações de escuta que emergem das inevitáveis dinâmicas de interdependência e coexistência.
O projeto cruza tradições folclóricas com abordagens contemporâneas de composição — passando pelo jazz, free jazz, música eletrónica e outras linguagens ainda por catalogar.
Entendem o fenómeno do som como um meio de transformação do mundo sensível, um espaço onde se exploram novas formas de relação com o visível e o invisível, através de pequenos rituais que dão origem a mitologias efémeras em permanente transformação.

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Facada records

Este projeto é apoiado pela Direção-Geral das Artes

Filme,

26 de Julho

Cinema — Café Fidalgo “Amanhecer” — 16H00
CINECLUBE .CR

Atuando como agentes de difusão cinematográfica no território, o Cineclube das Caldas da Rainha dedica-se ao cinema autoral jovem, promovendo a acessibilidade à sétima arte e valorizando o cinema português. Realiza sessões quinzenais com convidados, seguidas de conversas abertas que estimulam o diálogo crítico.

O projeto estende o cinema para além das salas tradicionais, levando sessões a cafés, coletivos e espaços ao ar livre, incentivando a participação e o envolvimento do público. A equipa trabalha atualmente para garantir que todos os projetos, presentes e futuros, sejam plenamente acessíveis à comunidade.

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CINECLUBE.CR

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25 a 26 de Julho

Instalação — Adega  — 18H00
SAMUEL GAPP & JOÃO GHIRA
ARTIGO INDEFINÍVEL

Samuel Gapp e João Ghira apresentam no ARCA uma declinação expositiva do trabalho desenvolvido durante a sua residência artística, em fevereiro deste ano, na OSSO: uma instalação que combina materiais têxteis e sonoros em interação direta com os visitantes.

Integrado num projeto de investigação artística em curso, Artigo Indefinível examina como perceção e subjetividade são moldadas pelo movimento, pelo som, pelos materiais e pelo espaço enquanto ecossistemas em transformação. O trabalho manifesta‑se em obras site‑specific sucessivas, moldadas por cada contexto e pela presença e as ações do público, instaurando uma interação situacional que questiona a própria realidade do objeto artístico.

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Artigo Indefinível
Samuel Gapp
João Ghira

Concerto-Instalação,

26 de Junho

Instalação — Salão São Gregório — 11H00 < 15H
HUGO BERNARDO & BABAK BARAHESTANI & RADIN BARAHESTANI
LITANIA DO AR

Como lastro do concerto‑performance Nûr, a colaboração entre Babak e Radin Baharestani e Hugo Bernardo permanece no espaço sob a forma da instalação “Litania do Ar”. Organizada em torno de uma mesa‑altar e de um conjunto de objetos suspensos ou imagens projetadas, a peça configura um dispositivo ritual que articula elementos de memória, simulacros oraculares e uma constelação de projeções.

Neste centro‑altar, múltiplas camadas simbólicas entrelaçam‑se, prolongando no espaço a atmosfera sensorial e contemplativa evocada pela performance.

Concerto,

17 de Julho

Concerto — Sala Piano — 19H
MAFALDA COSTA & MARCELO REIS
VESTÍGIOS DA FURNA

Mafalda Costa – Velas
Marcelo Reis – Electrónica

Em Vestígios da Furna, Mafalda Costa e Marcelo Reis exploram uma interação singular entre fogo e som. As esculturas-velas criadas por Mafalda Costa — formas de grande plasticidade e organicidade — tornam‑se “partituras vivas” para os processos sonoros desencadeados por Marcelo Reis, convertendo o processo de combustão, as variações da chama e a liquefação da cera em som. À medida que o fogo derrete a cera, o som é activado mas, simultaneamente, as pequenas esculturas-vela são destruídas. Entre a temporalidade lenta da vela e a precisão do computador, o projeto investiga como os ritmos da combustão podem gerar composições visuais e sonoras, criando uma performance apaziguante e fortemente hipnótica.

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Mafalda Costa
Marcelo Reis

,

18 a 18 de Julho

Soundwalk — Eira — 17H30
SARA MARQUES & SANTIAGO TRICOT
HOLDING LISTENING

Holding Listening nasce no âmbito do projecto de investigação [𝖋𝖎𝖓𝖎𝖘ˈ𝖙𝖊𝖗𝖗𝖆] Práticas e Teorias para um Fim de Mundo, e desenvolve-se a partir da performance‑publicação Undoing Listening (2025). Dando continuidade à exploração de gestos e economias de atenção, esta áudio‑caminhada traça um percurso pelas paisagens de São Gregório como um exercício de escuta expandida.

Entre o caminhar e o escutar, a proposta convida os participantes a abrir espaço ao entorno, ao invisível e ao inaudível, convocando não apenas o ouvir, mas também o ver, contemplar, mover e imaginar. Holding Listening torna‑se assim uma escuta‑caminhada colectiva que procura sustentar, por instantes, a atenção e permitir a constituição de novos imaginários.

Inscrições aqui
Lotação: 20 participantes

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Finisterra
Sara Marques
Santiago Tricot

[𝖋𝖎𝖓𝖎𝖘ˈ𝖙𝖊𝖗𝖗𝖆] é um projecto apoiado por: Fundação GDA (PT); DGArtes – Direcção Geral das Artes (PT); “Artistas Douro” – mala voadora&CMP (PT); “Reclamar Tempo” – CAMPUS Paulo Cunha e Silva (PT); fAUNA (PT), Artists’Shelter – Sekoia (PT), ApalleirA (ESP), Gnration (PT), CRL – Central Elétrica (PT), Binaural Nodar (PT), O Espaço do Tempo (PT).

, Oficina temática

23 de Julho

Oficina — Salão de São Gregório — 15h00  < 19H30
AIXA FIGINI
IMPROVISAÇÃO VOCAL COLETIVA E RITMO COM SINAIS

A cantora, compositora e produtora argentina Aixa Figini convida o público a integrar um coro improvisado, transformando a voz, o ritmo e o corpo em ferramentas de criação coletiva.

Através de jogos, improvisações vocais, percussão corporal e cantos do mundo, os participantes são desafiados a explorar a sua musicalidade num ambiente dinâmico e participativo. A atividade baseia-se no método Ritmo com Sinais, uma linguagem gestual que permite dirigir composições e paisagens sonoras em tempo real. De forma lúdica e criativa, este workshop propõe um espaço de experimentação que desenvolve a escuta, a coordenação e a presença, valorizando o erro como parte do processo e permitindo que cada pessoa descubra o potencial da sua voz em diálogo com o grupo.

Duração: 3 a 4 horas
Público-alvo: Aberto a participantes com ou sem experiência. Adaptável a músicos, cantores, amadores e pessoas interessadas em explorar a sua musicalidade.
Valor: 10 ossos por pessoa
Lotação: 20 participantes

Inscrições aqui

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Aixa Figi
Vídeo

Concerto,

26 de Julho

Concerto — Armazém 75 — 19H00
PAULO MORAIS E KÁTIA SÁ
LUZONORA

Paulo Morais – objectos
Kátia Sá – imagem

Para a ARCA 2026, a dupla SÁMORAIS (Paulo Morais e Kátia Sá) apresenta LUZONORA, a primeira partilha pública de um processo que têm vindo a maturar em contextos informais de improvisação.

Na performance, os artistas reativam e expandem um instrumento-escultura desenvolvido por Paulo Morais em residência na OSSO, e que deu origem à peça OSSO ACASO, explorando a relação entre gesto, escuta e acaso.

O espetáculo agora apresentado estabelece um diálogo imediato entre som e imagem: enquanto os instrumentos eletroacústicos de Morais investigam ressonâncias e texturas, as projeções em tempo real de Kátia Sá manipulam luz, objetos e ótica, criando um campo visual que responde e interage continuamente com os estímulos sonoros.

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Paulo Morais
Kátia Sá

Filme,

19 de Julho

Cinema — Café Fidalgo “Amanhecer” — 16H00
VEREDAS

O projeto VEREDAS apresenta uma sessão dedicada ao cinema colaborativo e comunitário, combinando debate e projeção de filmes.
Assumindo-se como uma mostra itinerante de cinema português, o projeto foi concebido para habitar pequenos lugares, estreitando laços entre criadores e públicos habitualmente afastados destes circuitos. Através de uma seleção abrangente que cruza géneros, escalas de produção e gerações de cineastas, VEREDAS propõe uma leitura descentralizada do cinema nacional, onde cada obra dialoga diretamente com a identidade e o território do local que a acolhe.

O seu objectivo consiste num programa itinerante nacional, cuja identidade se baseia numa rede colaborativa que envolve criadores, produtores, distribuidores e programadores locais.

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Veredas Pelo Cinema

ARCA

Close

O projecto editorial da OSSO pretende dar forma a um conjunto de objectos e publicações de diferentes tipologias, desempenhando um papel determinante no contacto entre os artistas e o público. Para este projeto, temos previstas edições de carácter periódico (Jornal da OSSO) e outras não periódicas afetas a projectos mais pontuais (objectos vários, discos, ensaios visuais e escritos). As várias edições constituirão um espólio físico documental das actividades da OSSO, e estão disponíveis para consulta e venda em EDIÇÕES – Osso.


K7

10 de Janeiro

Ricardo Jacinto violoncelo & electronicas
Christoph Weilbach bateria & electronicas

Edição limitada em K7, com Ricardo Jacinto no violoncelo e electrónicas e Christoph Weilbach na bateria e electrónicas.
Encontro profícuo entre dois músicos que operam em esferas aparentemente díspares, mas com chão e interesses comuns nas áreas da improvisação e descoberta de novas possibilidades sonoras dos seus respectivos instrumentos.
A música de “FAROL” tem como farol de inspiração a icônica obra To the Lighthouse, de Virginia Woolf. Nessa próspera demanda, os músicos palmilham esse vasto campo da música electroacústica, alternando entre texturas delicadas e envolventes e passagens de intensa energia, fazendo um uso perspicaz dos seus recursos e técnicas, sempre de forma inventiva e destemida. O resultado é uma miscigenação singular, vibrante e desafiadora.

[SIDE A] WINDOW
1 HER STROKE [0:00]
2 APPROACHING THE LIGHTHOUSE [5:30]
3 A SUNNY ROOM FOR AUGUSTUS
CARMICHAEL [8:28]
4 NO JOY FOR THE FATHER OF EIGHT[10:54]
5 LEERING SIDEWAYS [14:40]

[SIDE B] CANVAS
1 PRINTEMPS [0:00]
2 YOU GONNA BE SEASICK, DARLING [1:39]
3 WHAT BEAUTIFUL BOOTS! [4:32]
4 SALT CELLAR [6:50]
5 CAN’T PAINT, CAN’T WRITE [08:49]
6 NEVER MARRY ANYBODY [11:50]
7 VISION [15:53]

Gravado na OSSO em Março de 2023.
Gravado, editado e mixado por Christoph Weilbach e Ricardo Jacinto.
Masterizado por Manuel Pinheiro.
Design e Artwork por Travassos
Os títulos são inspirados pela obra de Virginia Woolf “To the Lighthouse”, que é também a fonte dos textos cotados.
Preço: 10€

Encomendar: ossocultural@gmail.com

Vinil

14 de Fevereiro

LADO A:
01.ECOS DO ÉTER (para contrabaixo e violinos mecânicos)

LADO B:
02.LAPSO CONTINUUM (para contrabaixo e contrabaixo mecânico)
03.MEMENTO RUMORI (para contrabaixo e fita)

Reconhecido como um criador incansável, Gonçalo Almeida tem explorado diferentes territórios musicais com notável versatilidade — do jazz ao hardcore, passando pelo pós-rock, doom e pela música contemporânea improvisada. Sempre sustentados por um elemento comum  —  o experimentalismo, força motriz que sustenta toda a sua criação artística.  Gonçalo Almeida apresenta agora Ecos do Éter, um novo registo que vem ampliar a sua já vasta paleta artística.

Ao longo do seu percurso, Gonçalo Almeida tem levado o contrabaixo aos limites sónicos, explorando técnicas extensivas, novas formas de amplificação e estratégias inovadoras na busca de timbres e texturas inéditas. Cada disco confirma a sua inquietação criativa e revela um artista positivamente inconformado que, nesta edição, avança ainda mais, para território distintamente novo na sua criação musical.

Em Ecos do Éter, o artista mergulha no universo da música mecanizada, num registo mais plástico e próximo da instalação sonora e da art music. O contrabaixo dialoga com objetos motorizados, mecanismos autónomos e materiais pré-gravados em fita analógica, dando origem a uma narrativa sonora moldada pela relação entre músico, instrumento, dispositivos e som.

O disco reúne três peças — Ecos do Éter, Lapso Continuum e Memento Rumori — que, embora distintas, partilham uma mesma abordagem: a exploração do contrabaixo em interação com dispositivos externos e elementos complementares.  Em Ecos do Éter, dois violinos são ativados por gestos mecânicos imprevisíveis, criando um ambiente sonoro em constante transformação, no qual o contrabaixista intervém com subtileza. Lapso Continuum recorre a motores elétricos aplicados ao corpo do contrabaixo e sensores de luz, produzindo sons mecânicos e graves profundos que desenham uma atmosfera densa e ritualística. Por sua vez, Memento Rumori utiliza materiais pré-gravados e técnicas alternativas, criando paisagens de reminiscência e memória.

São muitos os motivos que despertam a curiosidade para escutar esta obra de fôlego de Gonçalo Almeida. Mais do que um registo musical, trata-se de uma criação que espelha a sua maturidade artística, onde cada peça evidencia a versatilidade do contrabaixista e a sua capacidade de transformar o instrumento num autêntico laboratório de experimentação.

Lançamento brevemente.

CD, Vinil

30 de Maio

THE SELVA
MISTÉRIOS NEGROS

Ricardo Jacinto — violoncelo e eletrónica
Gonçalo Almeida — contrabaixo e eletrónica
Pedro Oliveira — percussão e eletrónica

LADO A – [20:30]
I – CENTRO
II – EXPLOSÃO
III – SUSSURRO

LADO B – [19:40]
I –  FOGO
II – BOCA
II –  PROCISSÃO
IV – OBSIDIANA
V – MISTÉRIO



Música original de The Selva
Gravado nos estúdios OSSO em fevereiro de 2025.
Masterização de Manuel Pinheiro
Mistura de Ricardo Jacinto e Gonçalo Almeida
Design gráfico e artwork por Travassos
Produzido e editado pela OSSO
OSSO #6  [2026]

Vinil

30 de Maio

ALFREDO COSTA MONTEIRO  & RICARDO JACINTO
FENDINEBBIA

Alfredo Costa Monteiro — objetos amplificados e osciladores
Ricardo Jacinto — violoncelo e eletrónica

LADO A – ABISSAL [20:31]
LADO B – SUSPENSÃO [20:31]



Gravado na OSSO, janeiro de 2025
Misturado por Ricardo Jacinto e Alfredo Costa Monteiro
Masterizado por Suse Ribeiro
Design & artwork Travassos
Editado pela OSSO
OSSO #007 [2026]

EDIÇÕES

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A EIRA é a plataforma de rádio da OSSO, acolhendo artistas e colectivos em residência artística para desenvolver programas originais e/ou difundirem as suas criações ou especulações sonoras.
A missão da EIRA é predominantemente laboratorial e experimental, com um interesse particular no território e comunidades locais.
Desde o final de 2025 que o seu arquivo de programas originais e música (OSSA – osso sound archive) está disponível em podcast em eira.osso.pt

Anualmente, entre final de Novembro e meados de Dezembro a OSSO organiza um conjunto de pequenas residências radiofónicas, convidando artistas e colectivos a desenvolverem programas de rádio originais para difusão ao vivo a partir dos nossos estúdios em São Gregório, Caldas da Rainha. Neste período a EIRA é transmitida também em FM (89.6 MHz), ocupando desta forma o “éter” da aldeia de São Gregório, Caldas da Rainha.
 
 


Rádio Eira

2 de Maio

REVEIL (2026) é uma produção colectiva, proposta pelo SOUNDCAMP, composta por transmissões realizadas a partir de múltiplos pontos de escuta em redor da Terra. Na manhã de sábado, 2 de Maio de 2026, a partir do sul de Londres, junto ao Meridiano de Greenwich, a emissão irá incorporar sucessivamente diferentes transmissões em direto, acompanhando o nascer do sol de microfone em microfone, seguindo a vaga sonora que percorre o planeta a cada 24 horas ao primeiro sinal de luz.
As transmissões provêm de diversos lugares e contextos, num momento do dia em que muitas pessoas raramente estão acordadas ou no exterior, mas em que os sons se tornam particularmente vívidos, sobretudo na Primavera. A emissão do Reveil cria espaço ao evitar, na sua maioria, a fala e a música, privilegiando locais onde comunidades humanas e não humanas se encontram e onde diferentes mundos sonoros se sobrepõem.
Cada transmissão acrescenta e transforma continuamente o ciclo sonoro em curso.

Escutar aqui : https://streams.soundtent.org/2026/streams/utc1_-306e6fa4-40c1-4b60-b431-e153013a966f

A OSSO fará a sua transmissão em direto a partir do seu espaço de residência artística na aldeia de São Gregório (Caldas da Rainha, Portugal). Um microfone estéreo, colocado entre as árvores de um pomar, captará o vento a dançar nas copas e o canto dos pássaros ao amanhecer.

A OSSO situa-se num território predominantemente agrícola, de relevo acidentado, caracterizado por colinas e vales. Localiza-se numa das extremidades de uma aldeia que se estende por aproximadamente quatro quilómetros ao longo da crista de uma colina, com vista para dois vales profundos marcados por pomares e manchas de mata.

Este ano, a equipa da OSSO responsável pela transmissão em direto do Reveil inclui Lourenço Trindade, Suse Ribeiro e Ricardo Jacinto.

 

Rádio Eira

28 de Novembro a 12 de Dezembro

ANGÉLICA SALVI + NUNO MARQUES PINTO
CATARINA MACHADO
HUGO BRANCO
JOÃO GODINHO + GRAÇA SANTOS
MATTIA DENISE
OSSO COLETIVO
SOFIA CABRITA
THE JUNE CARRIERS + KRAKE
TERCEIRA PESSOA
WRONG WRONG MAGAZINE

Informação detalhada em breve

RÁDIO EIRA

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A OSSO promove a circulação nacional e internacional dos seus projectos de criação, formação e programação, produzindo-os em rede com outros colectivos, instituições culturais ou universidades, nacionais e internacionais.


Artes perfomativas

10 a 24 de Janeiro

Na sequência do trabalho de composição musical de Ricardo Jacinto para a peça de ópera de câmara contemporânea, promovido pela Terceira Pessoa em colaboração com a OSSO, continuaremos a tour do espectáculo passando por diversos teatros nacionais. 

Depois de ter já sido apresentado no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco; Teatro Municipal da Guarda, Guarda; Teatro José Lúcio da Silva, Leiria; Teatro Municipal de Bragança, Bragança; Teatro Municipal de Vila Real, Vila Real; Teatro Ribeiro Conceição, Lamego; Teatro Sá da Bandeira, Santarém; Teatro Municipal de Ourém, Ourém; Teatro-Cine de Gouveia, Gouveia; em 2026 será apresentado no Auditório Carlos do Carmo, Lagoa; Cine-Teatro São João, Palmela e Teatro-Cine, Torres Vedras.  

“Dois Dias para Além do Tempo”, é um projecto de raiz teatral dirigida por Óscar Silva (Terceira Pessoa) com Direção e Composição Musical de Ricardo Jacinto (OSSO), conjuntamente com um novo ensemble que conta com Angélica Salvi (harpa e electrónica), Pedro Oliveira (percussão e electrónica) e Manuel Pinheiro (sonoplastia).

Este projecto tem por base a obra Ulisses de James Joyce, à luz da disposição estrutural do episódio «O Gado do Sol» ou «O Gado de Hélio ou Hiperíon» (ou 14.º capítulo) de Ulisses, de James Joyce . A estrutura do espetáculo e da música associada segue, de forma geral, o arco formal associado ao processo criativo fazendo referências diretas ao arco da vida (nascer, crescer, morrer), ao arco epopeico (início da viagem, desenvolvimento, regresso a casa).

Auditório Carlos do Carmo, Lagoa
10 de Janeiro, 2026

Cine-Teatro São João, Palmela
17 de Janeiro, 2026

Teatro-Cine, Torres Vedras.  
24 de Janeiro, 2026

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Oficina

30 a 31 de Janeiro

A ESCOLA DOS LABIRINTOS volta à estrada em 2026 com uma nova criação que conta com Valéria Caboi (dança), João Silva (música), Lucas Resende (cinema de animação) e Ricardo Jacinto (artes plásticas-música)] Oficina-instalação, destinada a crianças dos 6 e os 10 anos, onde pequenos grupos de crianças terão a oportunidade de experimentar um conjunto de atividades onde a música, o desenho, a escultura, o teatro, o som, o vídeo, a rádio ou a arquitetura se articulam em jogos e dispositivos híbridos de criação e fruição coletiva, articuladas com as condições materiais, imateriais, sociais e culturais do contexto de acolhimento.

A apresentação acontece nos dia 30 e 31 de Janeiro no espaço do Arquipélago Centro de artes contemporâneas, São Miguel  (Açores)

Artes perfomativas

25 de Abril a 3 de Maio

PIANOS+FORTES é um projecto integrado na iniciativa de longa duração PIANOFORTE produzido pela Associação Oficinas do Convento em coprodução com o Município de Montemor-o-Novo, o Cine-Teatro Curvo Semedo e a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses. Assume-se como um programa interdisciplinar que articula música, artes visuais, património e experimentação, ancorado na exploração do piano enquanto instrumento histórico, objeto escultórico e campo de investigação sonora. PIANOS+FORTES conta com a colaboração dos artistas Ricardo Jacinto, Carolina Garfo, Inês Castanheira, Nuno Rebelo e Simão Costa.

O nome PIANOFORTE convoca múltiplos significados: do fortepiano histórico ao “piano” enquanto chão comum, e nasce do legado artístico e humano de Ulf Ding. A partir do seu espólio e da sua relação com Montemor‑o‑Novo, o projeto articula referências históricas e experimentais, do piano preparado de John Cage à sonoscultura, explorando novas formas de relação entre som, objeto e espaço.

Mais do que homenagem, PIANOFORTE transforma esse legado em proposta artística, expandindo-o através de práticas experimentais, técnicas não convencionais e diálogos entre música, escultura e memória.

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Concerto

23 de Maio a 4 de Julho

Tour a solo de Ricardo Jacinto, na sequência da edição do seu disco “sete peças para violoncelo, eletrónica, feedback de áudio e gongo ressonante”

Trabalho que dá continuidade ao dispositivo eletroacústico MEDUSA, no qual o violoncelista explora múltiplos microfones no instrumento e difusão multicanal através de objetos ressonantes. Este sistema permite fragmentar e expandir o som do violoncelo, integrando-o na acústica do espaço. O registo resulta de uma década de desenvolvimento deste organismo sonoro, onde o instrumento é reinventado entre matéria acústica e transduções elétricas. A música percorre territórios texturais marcados por feedbacks, ressonâncias e ruídos físicos, formando um universo sonoro enigmático e singular.

23 de Maio – Vic Aveiro Arts House
24 Abril – TPK Art i Pensament Gontemporani (Barcelona)
26 Junho – Hotelier (Porto)
27 de Junho – Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha
4 de Julho – Casa da Cultura (Setúbal)

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Concerto

1 a 7 de Julho

Os The Selva rumam à europa para apresentar o seu novo discoMistérios Negros“Formados por Ricardo Jacinto (violoncelo e eletrónica), Gonçalo Almeida (contrabaixo e eletrónica) e Pedro Oliveira (percussão e eletrónica), o trio explora as fronteiras entre improvisação, eletroacústica e minimalismo. Depois de uma fase inicial mais camerística, o grupo tem ampliado o seu universo sonoro através do uso intensivo de dispositivos eletrónicos.

Em 2025, Pedro Oliveira, conhecido pelo trabalho com Peixe‑Avião, Clã e Rui Reininho, junta-se ao projeto, trazendo uma nova energia e aprofundando a dimensão exploratória e experimental da formação.

31.05 – Koffie & Ambacht, Rotterdam, NL
01.06 – De Pletterij, Haarlem, NL
02.06 – POM, Eindhoven, NL
04.06 – Ponava, Brno, C
05.06 – Punktum, Prague, CZ
06.06 – Noise Fest, Leipzig, DE
07.06 – Klanghaus, Klein Jasedow, D + info

foto © João Quirino

NA ESTRADA

Close

Em 2026, a OSSO aprofunda o seu programa de macro-residências artísticas, acolhendo projetos de investigação e criação de médio e longo prazo que se destacam pela profundidade conceptual, pela experimentação material e pela relação crítica com o som, o corpo, o espaço e a imagem. Estas residências oferecem condições de continuidade, permitindo o amadurecimento de processos artísticos complexos e a sua partilha pública em diálogo com a comunidade.
 

A OSSO desenvolve um programa de micro-residências artísticas destinado a apoiar projetos de criação externos, nacionais e internacionais, beneficiando das suas condições de acolhimento e da atmosfera de recolhimento, escuta e concentração que o coletivo tem vindo a cultivar. De carácter transdisciplinar, estas residências acolhem práticas que cruzam música, performance, teatro, dança, artes sonoras e visuais, arquivo e investigação artística. Os períodos de residência privilegiam processos de pesquisa, experimentação e desenvolvimento criativo, oferecendo tempo e espaço para aprofundar práticas, testar ideias e explorar novas linguagens. Em alguns casos, os projetos culminam em apresentações públicas no âmbito da programação da ARCA [Dias Abertos], reforçando a ligação da OSSO à comunidade local.


Micro

5 a 12 de Janeiro

A residência propõe a exploração da transdução da chama em som, utilizando velas como uma notação efémera, lida apenas uma vez. O fogo ativa e simultaneamente destrói a peça, colocando o tempo e a temporalidade no centro da investigação. O trabalho cruza objetos técnicos com diferentes resoluções temporais — vela e computador — para explorar como distintos tempos constroem peças visuais e sonoras.

Mafalda Costa (Porto, 1996), é artista plástica.
A sua prática desenvolve-se de forma experimental partindo das investigações sobre as plantas, os sonhos, a mitologia e os objetos mágicos. Licenciada em Artes Plásticas, pela ESAD, nas Caldas da Rainha. O seu trabalho explora o ritual e evoca as práticas espirituais e artesanais através do desenho, da escultura e da instalação.

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Marcelo Reis (Porto, 1993),  é artista plástico e produtor musical.
Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e recentemente doutorando em Artes Plásticas na FBAUP. O seu corpo de trabalho foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta. Este trabalho é apresentado em formatos como instalação, som e imagem impressa.

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Micro

2 a 9 de Fevereiro

Samuel Gapp + João Ghira — Artigo Indefinível

Obra performativa em desenvolvimento que investiga a interdependência entre movimento, som e escultura em contexto interativo e site-specific. Através da manipulação de estruturas têxteis e da ativação do espaço por intérpretes e público, o projeto cria fenómenos plásticos e sonoros em constante transformação, abordando também questões sociais, ontológicas e filosóficas. A residência aprofunda a relação entre corpo, objeto e som, com a participação da bailarina Inês Zinho e músicos convidados.

Samuel Gapp, nascido na Alemanha, tem desenvolvido obras musicais, interdisciplinares e educativas, ligadas à improvisação e à composição escrita. Ativo como pianista e compositor na cena contemporânea, tem colaborado com múltiplos artistas e instituições a nível internacional em iniciativas culturais e educativas. A sua obra tem sido premiada em Portugal nos últimos anos.

João Ghira, nascido em Portugal, tem desenvolvido trabalho na área das artes visuais. A sua prática é alimentada por diferentes áreas de interesse e investigação como a psicologia, a filosofia e a literatura. A criação de objectos não tem sido serial ou estrita a uma única forma de comunicação. O seu trabalho demonstra uma simbiose entre a pintura e escultura, explorando os limites da entidade bidimensional das superfícies.

Foto por Maria Bicker

Micro

16 a 23 de Fevereiro

Hugo Bernardo + Babak Baharestani — YAR

Investigação sonora em torno de instrumentos étnicos e orientais — Oud Otomano, Tanbura Curda e Guembri Gnawa — integrando voz e canto. O projeto cruza tradição e contemporaneidade através de práticas de improvisação, composição e colaboração, incluindo gravação e documentação sonora, com participação de músicos e poetas convidados.

Micro

23 de Fevereiro a 1 de Março

Mariana Dionísio + João Carreiro — REQUIEM

João Carreiro e Mariana Dionísio são dois músicos de predicados excepcionais , cuja afirmação ao longo dos últimos anos tem sido fulgurante. O primeiro, guitarrista, estreou-se em 2022 enquanto líder no disco “Pequenos desastres”, rodeado de talento sério e multigeracional do jazz em Portugal, e a segunda, vocalista, tem vindo a desenhar trajectória plural e inspirada em colaboração com percussionistas, trompetistas e outras vozes também tangentes aos territórios mais remotos do jazz no país.

Juntos, prosseguem nesta residência o interesse mútuo recém-descoberto pela música litúrgica associada a ritos fúnebres, propondo-se explorar um réquiem improvisado, “despido e frágil” porque necessariamente íntimo e mínimo, colocando em cena instinto, sensibilidade e exploração – evocação ad-hoc do temor e da beleza tal como se dignem surgir-lhes. A residência aprofunda os mecanismos de condução, interação e plasticidade sonora da obra.

Macro

2 a 25 de Março

Rita Thomaz – Pigmentos Naturais

Este projeto (iniciado em 2022) entra em 2026 na sua fase conclusiva, dedicada à sistematização, edição e apresentação pública dos resultados de quatro anos de investigação artística. O trabalho centra-se na edição de um livro/documento que reúne processos, arquivos cromáticos, herbário, papéis artesanais e suportes desenvolvidos ao longo do projeto, bem como na realização de uma exposição final que integra o Arquivo de Cores, objetos artísticos e um Livro de Artista. Através da exposição e de momentos de mediação com a comunidade, o projeto afirma a relação entre paisagem, cor e práticas artísticas sustentáveis, encerrando o ciclo de investigação com uma partilha reflexiva e pública.

Micro

9 a 14 de Março

Ensemble of Other Living Beings

O Ensemble of Other Living Beings é a formalização de um coletivo que reúne pessoas que colaboram, há mais de uma década, de forma espontânea e contínua. Através da ligação entre diferentes trajetórias musicais, o ensemble pretende promover práticas colaborativas e horizontais, utilizando a música como um exercício de liberdade e como instrumento para fomentar a experimentação artística e práticas comunitárias.
O projeto apoia-se no cruzamento de diferentes referências: desde as tradperições folclóricas, à produção contemporânea em coletivos como a Association for the Advancement of Creative Musicians, impulsionada por Muhal Richard Abrams.
Além disso, dialoga com o pensamento filosófico sobre a interação orgânica com o mundo (Emanuele Coccia, Bruno Latour e Donna Haraway) e inspira-se no potencial libertador da imaginação (Sun Ra e Ursula K. Le Guin).

A formação é composta por: Yaw Tembe, João Almeida, Bernardo Alvares, Joana Guerra, Norberto Lobo e Leonor Cabrita

 

Macro

26 a 29 de Março

Ricardo Jacinto “Incomplete Open Unit”

Ensemble dedicado à investigação da relação entre sistema, espaço e som, articulando composição e improvisação estruturada. Inspirado nos princípios conceptuais de Sol LeWitt, o grupo desenvolve obras a partir de sistemas e diagramas que definem regras abertas de interação. A sua prática musical, descrita como “música tectónica”, organiza-se em camadas sonoras que se deslocam, colidem e se reorganizam, explorando texturas, ressonâncias, espacialização e processos prolongados de evolução tímbrica. O trabalho é desenvolvido em residência, a partir do mapeamento da arquitetura aural dos espaços, resultando em performances de longa duração, próximas de instalações sonoras performativas, onde o público pode circular livremente.

“Incomplete Open Unit”

Angelica Salvi : harpa, electronicas
Ece Canli : voz, flauta, electronicas
João Silva: trompete, electronicas
Pedro Oliveira: percussão, electronicas
Ricardo Jacinto: violoncelo, electronicas

Vozes convidadas Carla Galvão, Gio Lourenço e Mariana Dionísio
Direção e composição por Ricardo Jacinto

 

Micro

30 de Março a 5 de Abril

Teatro Do Silêncio “As Montanhas Azuis Estão Sempre A Caminhar”

Residência integrada no desenvolvimento desta peça performativa sem palavra, que cruza movimento e som num ambiente imersivo. O trabalho explora padrões rítmicos e pequenas variações que geram formas em transformação contínua, aprofundando figurinos-instrumento e sonoplastia, com estreia prevista para 2026.

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Macro

6 a 12 de Abril

Lucas Resende — TRUZ TRUZ

Curta-metragem de animação que aborda, de forma poética e simbólica, a construção da identidade e o questionamento dos modelos binários de gênero. Através de uma narrativa sensorial e sem diálogos, o filme acompanha Lilo e a metáfora de uma porta vermelha como espaço interior íntimo e por explorar. Entre romance, perda e transformação, TRUZ TRUZ propõe uma visão da identidade como plural, fluida e em constante construção, recusando definições fixas.

Micro

13 a 19 de Abril

JOÃO GODINHO + GRAÇA SANTOS “NO LODO”

Projeto a partir de um arquivo de slides fotográficos danificados pelas cheias de Lisboa em 2022. A residência centra-se na edição de um livro que transforma a destruição e a ação de agentes não humanos em gesto criativo, refletindo sobre memória, arquivo e imaginação.

Investigação

20 a 24 de Abril

UNIVERSIDADE CATÓLICA “ESCOLA DAS ARTES (PORTO)” MESTRADO SOM E IMAGEM”

Orientação: Marcelo Reis e José Vasco Carvalho
A residência dos alunos do Mestrado de Som e Imagem é um espaço operativo de investigação, onde se testam hipóteses e exploram abordagens práticas, com o objetivo de amadurecer os seus projetos de mestrado.

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Micro

22 a 23 de Abril

ESCOLA ARTÍSTICA ANTÓNIO ARROIO 

Orientação: Mariana Fernandes, Elsa Gonçalves e Rita Thomaz
Dois dias de atividades de observação da paisagem em torno da OSSO, acompanhadas de exercícios de desenho onde a cor será o tema para a realização de um arquivo colectivo intersectando as derivas de todos os participantes.

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Investigação

27 de Abril a 15 de Maio

MASI: MESTRADO EM ARTES DO SOM E DA IMAGEM DA ESAD.CR
COM ANTONIO JULIO DUARTE, ÂNGELA DA PONTE E TIAGO HESPANA

3 semanas de residência artística dos alunos do MASI (Mestrado em Artes do Som e da Imagem), seus 3 docentes de projeto, 3 artistas convidados e 18 estudantes, para desenvolvimento de um conjunto de projetos de investigação prática artística desenvolvido nas áreas das Artes Sonoras, Fotografia e Cinema documental. Os docentes participantes serão Susana Nascimento Duarte (cinema), Riccardo Wanke (artes sonoras) e Diogo Saldanha (fotografia). Os artistas convidados para o próximo ano serão Tiago Hespanha (cinema), António Julio Duarte (fotografia) e Angela da Ponte (artes sonoras).

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Investigação

18 a 22 de Maio

RESIDÊNCIA DOS ALUNOS DA UNIDADE CURRICULAR TRANSVERSAL SKYNET – DESAFIOS DA ATUALIDADE – DCAM – UNIVERSIDADE LUSÓFONA, LISBOA

Residência para alunos da Uunidade curricular Skynet do Departamento de Cinema e Artes dos Media da Universidade Lusófona de Lisboa, com a orientação de Ricardo Jacinto e Orlando Franco.

A unidade curricular Skynet constitui um espaço interdisciplinar do Departamento de Cinema e Artes dos Media (DCAM) que responde às rápidas transformações sociais e tecnológicas atuais. Através de uma metodologia orientada ao projeto e à realização de residências artísticas de imersão, a UC promove o cruzamento de saberes entre alunos de diferentes áreas. O percurso formativo inicia-se com seminários ministrados por profissionais convidados e culmina na produção de objetos criativos que utilizam diversas linguagens de som e imagem para refletir criticamente sobre temas desafiadores da atualidade.

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Micro,

25 a 31 de Maio

RITA OLIVENÇA “MOVEMENT AS INTERACTION: CONTRIBUTIONS TO THE USE OF INTERACTIVE TEXTILE ARTIFACTS IN THE PERFORMING ARTS”

Esta residência insere-se no desenvolvimento do projeto de doutoramento de Rita Olivença, investigadora na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, intitulado Movement as Interaction: Contributions to the use of interactive textile artifacts in the performing arts. O trabalho propõe uma investigação prática e teórica sobre o movimento como forma de interação, explorando o potencial dos têxteis interativos enquanto dispositivos performativos e mediadores entre corpo, espaço e tecnologia.

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Micro,

1 a 7 de Junho

Residência dedicada à criação de um trabalho site-specific inspirado no conceito de Dark Ecology. Através de frottage com elementos naturais e reutilização de pigmentos de revistas, o projeto reflete sobre interdependência, temporalidade e ecologia, convidando a uma perceção sensível e contemplativa do meio ambiente.

Nina Fraser (1984) é uma artista multidisciplinar britânica radicada em Portugal, cuja prática explora memória, lugar e processos colaborativos através da colagem. Licenciada em Textile Art e mestre em Curadoria e Arte Pública, desenvolve projetos site‑specific, exposições individuais e residências artísticas em Portugal, Itália e Reino Unido. O seu trabalho integra publicações e coleções internacionais, e Fraser tem um percurso ativo na criação de projetos comunitários, destacando-se o Art & Craft Refúgio e o Collage Working Club. Atua também como artista visitante e professora convidada em instituições de Lisboa.

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Residências

Close

Baseada num modelo informal de raiz artística e destinada a crianças entre os 6 e os 12 anos, a Escola dos Labirintos propõe um conjunto diversificado de actividades oficinais que têm por base a relação entre um grupo de artistas convidados, a equipa de monitores-artistas da OSSO e as condições físicas, sociais e culturais do território rural onde estamos sediados. Estas actividades acontecem com regularidade no nosso espaço na aldeia e visam desenvolver a imaginação e capacidades projectuais das crianças através de um modelo híbrido entre aprendizagem autónoma e acompanhada, onde a exploração de diferentes técnicas, linguagens e práticas artísticas está atenta ao seu potencial de transversalidade disciplinar, bem como ao seu impacto social e ecológico, focando a educação cívica e ambiental das crianças.

A Escola dos Labirintos tem actividades regulares ao longo do ano e estrutura-se em dois eixos principais: as Oficinas Temáticas, orientadas por artistas convidados, quer para público geral como para a EB1 de São Gregório, e as Oficinas Abertas onde, através de um acesso autónomo ao espaço oficinal da OSSO, as crianças poderão desenvolver pequenos projectos que espelhem e ampliem os seus interesses e curiosidade.
 

Para mais informações sobre a Escola dos Labirintos consulte o nosso arquivo


Oficina temática

9 a 10 de Janeiro

A Lenda do Fogo é uma oficina de criação colaborativa onde vamos pensar e desenhar o nosso primeiro contacto com o fogo. O que é e de onde vem? Existem alternativas à história que já conhecemos? Em conjunto, vamos criar uma nova narrativa e contá-la através de um teatro de sombras. Os elementos e personagens são recortados em cartolina e, por sua vez, projetados. Pretendemos assim questionar a chegada e impacto do fogo no nosso dia a dia.

Mafalda Costa (Porto, 1996), é artista plástica.
A sua prática desenvolve-se de forma experimental partindo das investigações sobre as plantas, os sonhos, a mitologia e os objetos mágicos. Licenciada em Artes Plásticas, pela ESAD, nas Caldas da Rainha. O seu trabalho explora o ritual e evoca as práticas espirituais e artesanais através do desenho, da escultura e da instalação.

Marcelo Reis (Porto, 1993),  é artista plástico e produtor musical.
Licenciado em Cinema e Audiovisuais pela ESAP, mestre em Artes Plásticas pela FBAUP e recentemente doutorando em Artes Plásticas na FBAUP. O seu corpo de trabalho foca-se em pensar nas possibilidades plásticas do sinal e de que forma a transcodificação para diferentes suportes afecta o referente da mensagem que o sinal transporta. Este trabalho é apresentado em formatos como instalação, som e imagem impressa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficina Aberta

16 de Janeiro a 29 de Maio

As Oficinas Abertas, orientadas por artistas‑residentes convidados da Escola dos Labirintos, oferecem às crianças um espaço de experimentação tecnológica e artística. Realizam‑se três dias por mês, com duas sessões cada. Após a expansão, em 2025, das diferentes estações de trabalho — impressão 3D e corte a laser, madeira, desenho, rádio e multimédia, serigrafia e gravura, têxteis e biblioteca — o objetivo para 2026 é consolidar a sua utilização por crianças e artistas‑residentes.

Realizadas nos ateliers da OSSO, estas oficinas proporcionam um ambiente que estimula projetos nascidos dos interesses das crianças, permitindo-lhes explorar técnicas diversas, da experimentação sonora ao movimento, animação, carpintaria ou fabricação digital.
Promovemos uma abordagem aberta e processual, incentivando a exploração individual ou coletiva. Os projetos podem estender‑se ao longo de várias sessões, acompanhando o ritmo de descoberta de cada participante e dando forma às ideias à medida que surgem.

No primeiro ciclo de atividades estas oficinas são asseguradas pelos artistas residentes: Lucas Resende, André Reine e Paulo Luís.

Próximas datas:

JANEIRO: 16 e 23 (com Lucas Resende, Valéria Caboi e João Silva)

FEVEREIRO: 13, 20 e 27
MARÇO: 13, 20 e 27
ABRIL: 24
MAIO: 15, 22 e 29

—————————————————-

Inscrição: osso.equipa@gmail.com
Lotação máxima: 15 participantes em simultâneo.
Sugere-se uma contribuição de 5€ por dia

Oficina temática

6 a 7 de Fevereiro

O movimento dos pequenos objetos de brincar

Nesta oficina, cada criança cria o seu boneco de madeira que dá cambalhotas sobre si mesmo. A partir de um kit base com peças já preparadas e outras prontas para serem serradas, lixadas , as crianças desenham e pintam diretamente na madeira, dando forma à sua personagem antes de a montar. A experiência une a expressão artística ao princípio físico do movimento, despertando curiosidade e encanto pelo objeto feito à mão.

Maria Terra é artista, mediadora cultural e professora de Artes e Manualidades. Trabalha com crianças dos 6 aos 12 anos em contextos de educação artística sustentável. O seu trabalho cruza arte, natureza e ofício, explorando o movimento e a poesia dos brinquedos feitos à mão.

→ Área: Carpintaria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oficina temática

17 a 18 de Abril

João Godinho e Graça Santos “destruição-criação”

Em Dezembro de 2022, depois de duas cheias consecutivas em Lisboa, um espólio de família composto por imagens fotográficas em formato diapositivo ficou submerso no lodo durante algumas semanas. Quando recuperados os diapositivos, as imagens tinham desaparecido total ou parcialmente. O que fazemos com estas imagens agora? A destruição criou outras imagens? O que é afinal a “destruição enquanto criação”? Nestas oficinas iremos explorar este conceito através da técnica de colagem manual.

Graça Santos
Graça Santos estudou artes plásticas na FBAUL e na ESAD de Caldas da Rainha, tendo-se especializado na técnica de colagem manual, com a qual trabalha desde 2003. Pós-graduada em Ilustração e Narrativa Visual.

João Godinho
João Godinho tem o Curso de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, e é autor e locutor de programas de rádio na Antena 2 desde 2019 (Fora de Formato, Pausa para Dançar, Quem canta assim).

Área: Colagens

Oficina temática

8 a 9 de Maio

Basile “Oficina de Clown – Arte de Palhaço”

Nesta oficina partimos dos jogos teatrais de improvisação e da arte do palhaço para explorar o corpo, as emoções e a criatividade. Entre dinâmicas em pares e momentos de grupo, trabalhamos confiança, escuta, linguagem não verbal e auto-conhecimento através do brincar. No processo, descobrimos como o erro pode ser ponto de partida e como o riso abre caminho à presença e à empatia. Efeitos colaterais esperados: diversão.

Francês radicado em Portugal desde 2001, formou-se em teatro, artes circenses e na arte do palhaço, tendo estudado na ESTC, no Evoé e na Escola da Máscara e Comédia dell’Arte, além de várias masterclasses internacionais. Cofundador da associação Usina, levou teatro-fórum a mais de cem escolas e recebeu o prémio de Melhor Contador de Histórias do Inatel. Ator em cinema, televisão e publicidade, desenvolveu projetos de animação para diversas marcas e municípios. Desde 2011 integra a Operação Nariz Vermelho como “Enfermeiro Champignon”. Orador motivacional na área do Respeito Global, encontra na natureza, no badminton e na música o equilíbrio que atravessa o seu trabalho.

Área: Teatro

, Labirintos de Verão

6 a 10 de Julho

Som e Sentido” é o projeto convidado para integrar os nossos Labirintos de Verão de 2026. Esta iniciativa nasceu com o propósito de promover a livre expressão artística e o pensamento crítico no público infantil. Ao longo do processo, as crianças são incentivadas a sugerir temas, palavras, frases e melodias que alimentam a criação musical. A proposta parte dos conceitos de liberdade, democracia e do contexto contemporâneo em que estas crianças crescem. A partir deste enquadramento, o trabalho desenvolve‑se de forma colaborativa, acompanhando o fluxo criativo que emerge do grupo.

A equipa artística é composta por Luís Bittencourt, responsável pela exploração de objetos sonoros, percussão corporal, dinâmicas rítmicas, gravação de vozes, acolhimento e escuta; por Sara Yasmine, que orientará as dinâmicas de ritmo, a criação de letras e melodias e a expressão vocal; e por Tatiana Vargas, que trabalhará técnicas de respiração e movimento, preparação da manifestação, produção das performances, além de acolhimento e escuta.

Durante as oficinas, os artistas, em colaboração com as crianças, irão desenvolver letras e melodias para obras musicais previamente concebidas pelos músicos. Este processo decorre através de dinâmicas que estimulam a expressão de ideias, temas e reflexões musicais por parte das crianças. São sempre propostas atividades iniciais que preparam o terreno para a criação coletiva. O objetivo final é construir momentos de performance musical que culminem numa performance-manifestação final

 

Oficina temática

2 a 3 de Outubro

Éditions Je ne sais quoi “Encadernação infinita + Observar, recolher, gravar e colar”

A oficina de Encadernação infinita ensina os participantes a encadernarem os seus próprios cadernos de uma forma intuitiva e simples. Tão simples, que no final serão autónomos para ensinar a qualquer pessoa a fazerem os seus próprios cadernos. Depois de encadernar, o desafio Observar, recolher, gravar e colar desafia os participantes a procurarem elementos presentes no exterior da OSSO, para em seguida utilizá-los como matrizes de gravura que serão recortadas e compostas nas capas dos cadernos realizados na primeira parte da oficina.

O projeto editorial Éditions n’importe quoi surgiu em Montpellier, em 2019, fundado por Kevin Claro e Laura Figueiras. Em 2021 juntou-se Tomé Figueiras Claro e, nesse mesmo ano, a gráfica GRACAL, nas Caldas da Rainha, alberga-nos e torna-se a nossa principal fonte de matéria-prima. O projeto propõe construir livros e cadernos maioritariamente a partir de materiais reutilizados, desmistificando a ideia de que fazer publicações é difícil ou dispendioso, e valorizando o conteúdo e a criatividade de quem os utiliza. Desde 2019, editámos 30 publicações, construímos várias centenas de diários gráficos e participámos em projetos com escolas e instituições culturais, mantendo sempre uma abordagem experimental, acessível e sustentável.

Área: Encadernação + Gravura

Oficina temática

6 a 7 de Novembro

Mana Terra “Laboratório experimental têxtil”

Nesta oficina, as crianças são convidadas a explorar o universo da costura e dos têxteis através da experimentação, do toque e da brincadeira. A partir de uma breve introdução aos materiais, tecidos e técnicas manuais, o grupo é desafiado a descobrir as infinitas possibilidades criativas do trabalho têxtil. Entre explorações táteis e exercícios de composição livre, os materiais ganham forma em diálogo com o corpo, abrindo espaço à imaginação, à criação e à construção de pequenos mundos mágicos.

Susana Santos (Mana Terra) é designer têxtil, figurinista e pesquisadora independente do Porto. Em 2019 fundou o estúdio Mana Terra, um laboratório experimental e autodidata de práticas têxteis e criação artística. Colaborou com o projeto Xalabas, orientando formações de costura para a comunidade da Achada Grande Frente, e trabalhou com a marca Marques’Almeida entre 2020 e 2022, desenvolvendo colaborações de bolsas e acessórios. O seu trabalho cruza design têxtil, figurino, performance e pesquisa artística, com uma abordagem sensorial e artesanal.

Área: Texteis

Oficina temática

4 a 5 de Dezembro

Nuno Alves “Efeitos Especiais Sonoros para Filmes”

Como podemos imitar o som do mar? Será que um objeto de cozinha pode ser um instrumento?

Neste workshop, os participantes têm a oportunidade de replicar e inventar sons usando instrumentos próprios, objetos menos convencionais e dispositivos eletrónicos. Neste workshop exploramos como podemos dar novos significados a imagens em movimento através do som, desvendando algumas técnicas usadas nos nossos filmes-concertos.
Uma atividade para todas as idades, que não requer conhecimento musical prévio.

Programador cultural desde 1993, fundador do Festival de Paredes de Coura, do Space Festival e do Canal180. Diretor artístico do Space Ensemble, com vasta criação de filmes-concerto apresentados regularmente nas principais salas do país. Fundador e diretor da Escola do Rock de Paredes de Coura (desde 2014), distinguida pela Universidade do Minho. Tem desenvolvido e dirigido múltiplos projetos comunitários e educativos em várias regiões do país. Formado em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade de Coimbra, com larga experiência em coordenação de equipas e desenvolvimento de projetos de software.

Área: Som

Escola dos Labirintos

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A OSSO é uma estrutura colectiva que desde 2012, tem vindo a desenvolver a sua actividade em torno do apoio à criação, programação e formação artística, predominantemente transdisciplinar, em colaboração com outros artistas e colectivos, suportada por parcerias públicas e privadas. Os seus projectos, de cariz experimental, procuram explorar práticas artísticas em articulação com um pensamento crítico, estético e político que contemple a especificidade dos contextos e territórios nos quais se inserem.

Depois de ter estado na Fundição de Oeiras (2012–15) e na sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa (2016–17), em 2018 a OSSO mudou-se para um novo espaço na aldeia de São Gregório, Caldas da Rainha, inaugurando um espaço para Residências Artísticas, compreendendo o acolhimento de projectos e artistas associados ou outros convidados. Este espaço é o centro de um conjunto de actividades nas áreas da criação, formação e programação artística em articulação com parceiros locais, nacionais e internacionais, sempre atento à comunidade e território rural onde se insere, e ao potencial impacto dos seus projectos em outras geografias e comunidades mais distantes.

A OSSO pretende deste modo ser um ponto de encontro entre artistas, fomentando o estabelecimento de redes nacionais e internacionais de estruturas e artistas congéneres, dialogando activamente com a comunidade local e perspectivando sempre a contínua construção e manutenção de um Lugar onde os processos de criação artística são as fundações de um projecto social, político e ecológico de raiz comunitária.

Desde a sua constituição a OSSO tem mantido um arquivo detalhado dos seus diversos projectos que pode ser acedido em www.arquivo.osso.pt.

Direcção Gestão: Rita Thomaz
Direcção Artística: Ricardo Jacinto
Direcção Técnica: Suse Ribeiro
Produção: Andreia Morais e Beatriz Sousa
Design e Comunicação: Travassos
Documentação: João Quirino
Técnico Audiovisual: Lourenço Ribeiro
Oficina de fabricação: Andreas Reine e Paulo Luís
Escola dos Labirintos [Oficinas abertas]: Lucas Resende, Andreas Reine e Paulo Luís.
 

OSSO – ASSOCIAÇÃO CULTURAL
email: ossocultural[at]gmail.com
Rua de São Gregório nº9A, 2500-065 Caldas da Rainha
ESPAÇO DE RESIDÊNCIAS [MAPA]

Estrutura financiada por:

Estrutura apoiada por:

Osso

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